Promotor afastado por investigação sobre corrupção assume chefia de entidade no Amapá

admin
9 Mar, 2026
Mesmo afastado do cargo pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), o promotor João Paulo Furlan tomou posse na última sexta-feira (6) como presidente da associação que representa a categoria no Amapá. Em janeiro, ele foi suspenso por 60 dias pelo Conselho por ter sido citado em uma investigação sobre compra de votos com cestas básicas e gasolina para a campanha eleitoral de seu irmão, Dr. Furlan (PSD) , que até a semana passada era prefeito de Macapá. O ex-prefeito foi afastado pela Justiça na quarta-feira (4) por suspeita de comandar um esquema de fraudes em licitações na área da saúde. Ele depois renunciou ao cargo dizendo que será candidato ao governo estadual e disse que é alvo de perseguição política. O promotor foi eleito em novembro por unanimidade para a chefia da Associação do Ministério Público do Amapá (Ampap) para o biênio 2026-2028. Sua cerimônia de posse teve a presença do irmão ex-prefeito e de uma conselheira do CNMP, Ivana Cei. João Paulo Furlan diz que as provas que o ligam ao suposto esquema de compra de voto são ilícitas e atribui o caso à perseguição de aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rival político de seu irmão. Furlan também afirmou ao Painel que a associação que ele vai presidir é uma entidade privada e que não há proibição no estatuto para que exerça o cargo mesmo estando afastado. Ele disse também que já pediu licença da carreira para presidir a entidade.