Tenente-coronel volta a negar ter matado PM e insiste em tese de suicídio
20 Mar, 2026
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto passou por audiência de custódia na tarde de quinta-feira (19), por videochamada, na Justiça Militar, e voltou a afirmar que a esposa, a policial militar Gisele Alves, cometeu suicídio com a arma dele. “Ela se suicidou com a minha arma no meu apartamento no Brás, onde nós morávamos, no dia 18 de fevereiro. Aquela arma foi apreendida”, afirmou. Acompanhe: https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/03/videos-deitados-1-2.mp4 O tenente-coronel ainda declarou que sua arma pessoal está atualmente no cofre da reserva de armas do Comando de Policiamento da Área Metropolitana 5 (CPA M5). Questionado sobre o tratamento recebido durante a prisão, ele disse que se sentiu apenas “constrangido com a quantidade de repórteres e pessoal da imprensa na frente da delegacia e da Corregedoria”. Ainda na audiência de custódia, a defesa do tenente-coronel requereu o relaxamento da prisão. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça. O investigado segue preso e já se encontra recolhido no Presídio Militar Romão Gomes, onde deverá permanecer. Advogado da família da PM Gisele fala sobre prisão de tenente-coronel | LIVE CNN Acusado de matar a própria esposa A Polícia Civil cumpriu, na quinta-feira (19), um novo mandado de prisão preventiva contra o oficial, no inquérito que investiga a morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ele já estava preso no Presídio Militar Romão Gomes em razão de um mandado expedido pelo Tribunal de Justiça Militar na quarta-feira (18). Por se tratar de um caso envolvendo policiais militares, a investigação tramita em duas frentes: na Justiça Militar e na Justiça comum. O que sabemos do caso A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás , região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio , a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi indiciado pela Polícia Civil e se tornou réu por feminicídio e fraude processual. De suicídio a feminicídio A mudança de rumo na investigação ocorreu após a análise de laudos periciais , depoimentos e evidências extraídas de dispositivos eletrônicos. Segundo relatório da Polícia Civil e denúncia do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), há um conjunto consistente de elementos que afastam completamente a hipótese de suicídio . Entre os pontos centrais estão contradições do tenente-coronal, indícios de manipulação da cena do crime e sinais claros de violência anterior à morte.