Treinadora do Corinthians elogia comissĂŁo da base e influĂŞncia de jogadoras experientes

admin
24 Mar, 2026
Treinadora do Corinthians elogia comissão da base e influência de jogadoras experientes Por Marcelo Nascimento e Beatriz Maineti Emily Lima chegou ao Corinthians há um mês e já conseguiu sua primeira vitória, na noite desta segunda-feira. A treinadora, que já se considera adaptada ao ambiente corinthiano, revelou que tem frequentado os jogos do Sub-20, comandado por Julia Passero, e que acredita que tem que existir uma aproximação entre o profissional e a base. “Sim, nós já fomos a dois jogos. Um contra o Taubaté, na Fazendinha, e contra o Red Bull (Bragantino), também lá. Tivemos uma primeira reunião de encontro, eu pedi para que fosse depois desse jogo do Palmeiras. Com a chegada, semanas bem turbulentas e, depois do jogo do Palmeiras, foi onde a gente achou um dia na semana para que a gente pudesse nos encontrar e colocar as coisas que cada um pensava e o que podia melhorar. Então, acredito que a formativa, a formação, não pode estar tão longe do profissional. Eles (comissão da base) têm a mesma ideia, isso foi bem bacana”, contou com exclusividade para o Meu Timão. Emily revelou ainda que a ideia é ter um currículo de formação para todas as atletas até elas chegarem ao profissional. As duas comissões já tem mais uma reunião marcada para acertar como será esse trabalho. “Já temos uma segunda reunião marcada para ir a trabalho, então a gente vai criar um currículo de formação para todas as categorias até chegar ao profissional. E para isso precisa de tempo, então é importante que a gente consiga dar sequência neste trabalho. E futuramente, eu acredito que quem vai colher muitos frutos são pessoas, às vezes, que não estão nesse projeto nesse momento, porque isso acontece muito”, disse. A treinadora também destacou que tem uma visão de igualdade entre as jogadoras, sejam elas profissionais ou da base. Emily reforçou que isso coloca todas as jogadoras no mesmo patamar e motiva as atletas a continuarem trabalhando por seu espaço. “Desde quando iniciei meu trabalho, eu sempre olhei as atletas como pessoas comuns. A Zanotti e a que está subindo do Sub-20. Então, é um perfil que eu trabalho, trabalhei na Seleção dessa forma, e sempre deu muito certo. Acho que trabalhar com essa igualdade, independente do status de cada jogadora e de onde cada uma já teve a oportunidade de chegar, pelo seu trabalho e esforço, faz com que o grupo entenda que todo mundo é igual a todo mundo e que todas vão ter que trabalhar igual. A gente respeita a história de cada uma. Mas o trabalho é focado nisso, em pessoas e em atletas, e não no que cada uma é ou no que cada uma foi”, discursou. Por fim, a treinadora ressaltou a importância das atletas mais experientes do elenco, citando nomes como Gabi Zanotti, Vic Albuquerque e Lelê. Emily Lima reforçou que elas servem de exemplo para quem está iniciando a carreira e, por isso, vê com bons olhos uma aproximação entre as atletas mais jovens e as mais veteranas. “A gente fala muito sobre isso, da importância e da influência que elas impactam na formação. ‘Será que eu vou um dia jogar com a Zanotti? Será que eu vou um dia jogar com a Vic? Será que um dia vou treinar com a Lelê?’. A Rillary está aqui desde os 15 anos, então pensa, onde você imaginou que você pudesse treinar com uma goleira como a Lelê, como a Nicole, que tem uma história também já no futebol feminino? Então a gente sempre fala: ‘Olha a importância do que vocês fazem. Porque vocês são o espelho dessas meninas’. Então lá no masculino, ‘eu quero ser um Neymar, eu quero ser um Messi’. E no feminino ‘eu quero ser uma Gabi (Zanotti)’, então é a imagem atleta e a imagem pessoa, né? Então, é importante sim”, finalizou. Depois da vitória contra o América-MG, o profissional feminino se prepara para encarar o Botafogo, na sexta-feira, fora de casa. Já as Brabinhas encaram o Red Bull Bragantino nesta quarta, pelo Brasileiro Feminino Sub-20, fora de casa.