Conselho do PSD escolheu Caiado para disputar Presidência, diz Bornhausen
25 Mar, 2026
Conselho do PSD escolheu Caiado para disputar Presidência, diz Bornhausen Cacique do partido afirma que o conselho de escolha definiu o nome logo após a desistência de Ratinho Junior O ex-governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen (PSD), afirmou ao Poder360 nesta 3a feira (24.mar.2026) que o conselho de escolha do partido definiu o governador Ronaldo Caiado (GO) como o representante da sigla para disputar a Presidência. Jorge Bornhausen, que faz parte do conselho, disse que Caiado foi escolhido na 2a feira (23.mar.2026) assim que o governador Ratinho Junior (PR) anunciou que deixaria a corrida pelo Palácio do Planalto. A alternativa ao goiano era o governador Eduardo Leite (RS). Após a desistência de Ratinho Junior da disputa interna pela Presidência da República, Caiado passou a ser o favorito para representar a sigla. Apesar de estarem tecnicamente empatados nas intenções de voto, Caiado apresentou uma ligeira vantagem na pesquisa Quaest de 11 de março de 2026 sobre Leite (4% contra 3%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos). O governador gaúcho já sinalizou a possibilidade de disputar o Senado como alternativa. Caiado viajou a São Paulo na manhã desta 3a feira (24.mar) para reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro entre Kassab e Leite está previsto para 4a feira (25.mar.2026), no fim da tarde, segundo afirmou a assessoria do PSD ao Poder360. As reuniões fazem parte das articulações do partido para definir o nome que disputará o Planalto em 2026. A expectativa é que a sigla anuncie o escolhido até 6a feira (27.mar.2026). RATINHO JUNIOR ERA VISTO COMO “FAVORITO” O ex-governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen (PSD), disse ao Poder360 em 17 de março de 2026 que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, havia confirmado a pré-candidatura de Ratinho Junior à Presidência da República. Congressistas do partido ouvidos pelo Poder360 também avaliaram à época que o governador paranaense despontava como favorito. Ele era visto como um nome “fortíssimo” por liderar pesquisas eleitorais, ter maior densidade interna e mais tempo de filiação. Um deputado afirmou que a escolha seria “unânime”. MORO E FALTA DE SUCESSOR MOTIVARAM A DESISTÊNCIA Pesou para Ratinho Junior o risco de não conseguir viabilizar um sucessor no Paraná, abrindo espaço para Moro —que lidera as disputas no Estado. A decisão de Flávio de apoiar o ex-juiz da Lava Jato enfraqueceu ainda mais as chances de o governador emplacar um aliado, junto com a falta de apoio de outros partidos, como o Novo. Também pesou a falta de nomes competitivos para disputar o Senado. Caso deixasse o cargo para concorrer ao Planalto e fosse derrotado, Ratinho Junior correria o risco de perder espaço no próprio Estado, com o fortalecimento do campo adversário, não conseguir eleger senadores e ainda ver consolidada a ausência de um sucessor viável ao governo. Nesse cenário, a decisão de permanecer no cargo foi vista como uma forma de preservar capital político até 2026, tentar fortalecer um candidato ao governo capaz de enfrentar Moro e, ao mesmo tempo, viabilizar a eleição de ao menos um aliado ao Senado, evitando ficar sem base de poder a partir de 2027.