Luis Fabiano escolhe 9 preferido para o Brasil na Copa e diz por que não apostaria em Endrick

admin
25 Mar, 2026
Quem merece ser o dono da camisa 9 da seleção brasileira na próxima Copa do Mundo? Em uma disputa cheia de nomes estabelecidos e em ascensão na Europa, quem já teve essa pressão sobre os ombros tem uma preferência clara. Titular do ataque verde e amarelo no Mundial de 2010 e primeiro a usar o número após Ronaldo, o Fenômeno, Luis Fabiano hoje atua como comentarista da ESPN e tem claro o nome predileto para herdar a pesada camisa agora em 2026, em mais uma busca pelo ehxa. "Se todos estivessem em grande fase, eu escolheria o João Pedro", afirmou o Fabuloso, para depois elogiar os atributos do atacante do Chelsea. "É dinâmico, alto, se movimenta muito. Gosto da qualidade e das características dele". João Pedro, por sinal, está na lista dos que Carlo Ancelotti admira e pode escalar nesta quinta-feira (26), quando o Brasil enfrenta a França, às 17h (de Brasília), em Boston, nos Estados Unidos, pelo primeiro amistoso da Data Fifa de março. A ideia do treinador italiano é observar jogadores que possam ganhar espaço antes da convocação final para a Copa, daqui dois meses. Além do jogador do Chelsea, que vive excelente temporada na Europa, outros nomes convocados por Ancelotti que brigam pela posição de centroavante são Matheus Cunha (Manchester United), Endrick (Lyon) e Igor Thiago (Brentford). Para Luis Fabiano, porém, não existe no momento alguém inquestionável na posição. "Não vejo ninguém muito à frente para ser o camisa 9 indiscutível. Matheus Cunha tem jogado, João Pedro feito alguns gols, talvez o Endrick surja como surpresa, mas não vejo outro atacante que poderia aparecer". Sobre Endrick, o antigo 9 da seleção é claro: está em clara desvantagem por conta dos meses perdidos na reserva do Real Madrid. Luis Fabiano enxerga óbvias qualidades no garoto revelado no Palmeiras, mas ainda fica com um pé atrás por uma chance na próxima Copa. "Ele ficou um pouco para trás pelos problemas no Real Madrid. A sequência de jogos dele começou agora. A fase boa é coisa de dois ou três meses, e isso conta muito para a seleção. Não tem muito tempo para ele se firmar e mostrar que tem condições, então, na minha visão, está bem atrás". A concorrência pela posição ainda tem nomes como Gabriel Jesus e Richarlison, já testados em outros momentos da seleção, nas Copas de 2018 e 2022, e também aqueles que não ganharam chance com Ancelotti, como Igor Thiago, sensação do Brentford, e até Pedro, do Flamengo. Seja quem for o escolhido, Luis Fabiano garante: poucas coisas no mundo são tão difíceis do que vestir a 9 do Brasil em um Mundial. "É um peso do tamanho do mundo, tremendo, uma responsabilidade muito grande. Não só por ser o 9, que é o jogador que tem obrigação de fazer o gol, mas pela pressão extra por ser a amarelinha. E soma que os últimos foram os melhores do mundo", diz o ex-centroavante. "É ter personalidade, porque vai precisar. E estar preparado mentalmente para toda a pressão que sempre tem quando se entra em campo com essa camisa tão pesada e com responsabilidade que é enorme. Mas também tem o prazer de vestir a 9 da seleção. Apesar de toda a pressão, é um prazer. Foram poucos os que conseguiram esse feito numa Copa".