Esquema que usa drones de alta tecnologia para abastecer presídios no RS é alvo de operação

admin
26 Mar, 2026
Uma organização criminosa especializada em abastecer criminosos dentro de presídios com o uso de drones foi alvo da Polícia Civil, nesta quinta-feira (26), durante a Operação Rasante. O grupo utilizava drones de alta tecnologia para fazer as entregas aéreas, um esquema que, segundo a própria polícia, movimentava milhões de reais. Entre os itens que eram transportados estavam drogas e celulares. Polícia Civil desarticula esquema que usava drones para abastecer presídios no RS Foto: Polícia Civil A Justiça autorizou o cumprimento de 34 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Até as 10h30 desta quinta-feira, 27 pessoas haviam sido presas. A ação policial aconteceu em Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Gravataí, Viamão e Alvorada. Escrivão assassinado: Companheira vai novamente a júri em Novo Hamburgo após condenação anulada por causa de trajes íntimos A investigação, conduzida pelo Denarc sob a coordenação da delegada Ana Flávia Leite, começou em julho de 2025. Na época, criminosos foram flagrados perto da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), com drones potentes, drogas e equipamentos de suporte. A partir dali, a polícia analisou dados dos aparelhos apreendidos e conversas dos suspeitos, descobrindo uma estrutura profissional. Tecnologia a serviço do crime O grupo era dividido em tarefas específicas. Havia técnicos focados apenas em comprar e modificar os drones para que voassem mais longe, carregassem mais peso e não fossem detectados. Outra parte da equipe cuidava da logística, preparando as cargas e escolhendo os melhores horários — geralmente na madrugada — para evitar a polícia. Os registros de voo mostraram que o bando usava pontos de decolagem fixos perto de presídios em Charqueadas e Canoas. As conversas analisadas revelaram que os pilotos tinham domínio técnico sobre altitude e condições do vento, tratando o crime como uma verdadeira empresa. Peixe Dourado: Barco-escola de R$ 10 milhões pode virar “ferro velho”; entenda a situação da embarcação no Rio dos Sinos Drones de alta tecnologia era utilizados pelo grupo Foto: Polícia Civil CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP Conexão entre rua e presídio O esquema era comandado de dentro das cadeias por detentos que pediam as mercadorias e organizavam a distribuição interna. Como um celular ou uma porção de droga vale muito mais dentro do presídio do que na rua, o lucro era enorme. “Tal dinâmica demonstra a integração funcional entre os investigados em liberdade e os indivíduos custodiados, caracterizando organização criminosa estruturada nos termos da legislação vigente”, pontua a delegada. A inteligência financeira da polícia descobriu que a quadrilha movimentou milhões de reais, usando contas de terceiros para esconder o dinheiro. Parte desse lucro era reinvestido na compra de drones ainda mais caros e modernos. Polícia Civil desarticula esquema que usava drones para abastecer presídios no RS Foto: Polícia Civil “O objetivo da operação é cortar o fluxo de materiais ilícitos para o sistema prisional e punir os responsáveis pela logística aérea do tráfico”, finaliza a delegada do Denarc.