Brasil não encanta, mas compete e apresenta Endrick e Danilo para a Copa

admin
1 Apr, 2026
Resumo Danilo, o do Botafogo, foi o melhor jogador da melhor parte do jogo contra a Croácia. Pela segunda vez nos dois jogos da Data Fifa, deixou a impressão de que tem de jogar. Mesmo disputando posição com Bruno Guimarães, Danilo evita o jogo caranguejo, de todos de lado e para trás. Jogou para a frente e dinamizou até a atuação de Vinicius Júnior. O ex-melhor do mundo, craque do Real Madrid, deixou o incômodo no início de não acertar jogadas, mas foi decisivo no brilhante contra-ataque que puxou para servir a Danilo e ao gol da vitória brasileira. Para quem insiste em enxergar um 4-2-4, Ancelotti mostrou um evidente 4-4-2, em que Matheus Cunha volta pelo lado esquerdo, exatamente como faz no Manchester United. Quando o Brasil tem a bola, Vinicius Júnior atua no conforto de sua ponta esquerda. Sem bola, Matheus Cunha trabalha para ele. A linha de quatro homens do meio-de-campo se forma com Luiz Henrique, Danilo Santos, Casemiro e Matheus Cunha, da direita para a esquerda. Vinicius Júnior e João Pedro livres à frente. O primeiro tempo foi bom. Não excelente, mas deixou bons sinais de uma equipe que se organiza aos poucos. No segundo, o grande erro foi recuar demais. O segundo, permitir o passe de Fruk para Majer marcar, aos 38 minutos do segundo tempo. Erro do lateral Danilo, atrasado na marcação. Então veio outra boa notícia: Endrick. É muito corajoso o menino do Lyon. Muito decisivo, também. Se o pênalti foi meio cavado, só aconteceu por sua valentia e tentativa de drible. Igor Thiago fez 2 x 1. Ainda deu tempo para Endrick oferecer o 3 x 1 para Martinelli, aos 48 da segunda etapa. O Brasil segue sendo um estudante extramemante inteligente, do ensino médio, que passou os últimos três anos vagabundeando e agora tem setenta dias para se preparar para o Enem. Sua sorte é a capacidade. O Brasil tem valor, bons jogadores, capazes de decidir jogos. Vinicius Júnior mostrou ser um deles. Danilo, também. O pecado é recuar demais, em longos pedaços de jogos. Foi assim no primeiro tempo contra a França, por falta de competência para sair da pressão. Também no segundo tempo contra a Croácia, por excesso de zelo e de busca por contra-ataques. Sem encanto. Mas com sinais de que pode se tornar um time forte. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.