Vídeo! Veja como foi lançamento do foguete da Nasa rumo à lua
2 Apr, 2026
Quatro astronautas da missão Artemis II partiram, nesta quarta-feira (1o), a bordo de um enorme foguete da Nasa em uma viagem que os levará ao redor da Lua, no primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. Liftoff. The Artemis II mission launched from @NASAKennedy at 6:35pm ET (2235 UTC), propelling four astronauts on a journey around the Moon. Artemis II will pave the way for future Moon landings, as well as the next giant leap — astronauts on Mars. pic.twitter.com/ENQA4RTqAc — NASA (@NASA) April 1, 2026 O foguete laranja e branco levantou voo no Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida, com três americanos e um canadense a bordo, por volta das 18h35 locais (19h35 de Brasília). Os funcionários da Nasa e os espectadores comemoraram a decolagem da nave à medida que ela se elevava, afastando-se da Terra, um marco que finalmente se concretizou após anos de atrasos e enormes custos adicionais. “Vamos para a Lua!”, exclamou um dos espectadores. Espera-se que essa odisseia espacial dure aproximadamente 10 dias. A tripulação inclui os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen. "Temos uma bela ascensão da Lua. Estamos indo direto para lá", disse Wiseman, o comandante da missão. O presidente americano, Donald Trump, parabenizou "os corajosos astronautas" e a equipe da Nasa pelo "lançamento bem-sucedido" no início de seu discurso à nação, dedicado à guerra no Oriente Médio. Os astronautas permanecerão em órbita ao redor da Terra enquanto testam a confiabilidade e a segurança de uma espaçonave que nunca antes transportou seres humanos. Eles também colocaram à prova suas capacidades de pilotagem manual. O astronauta Victor Glover assumiu o comando da cápsula Orion para simular um acoplamento com outra nave, que transcorreu de maneira perfeita. "É ótimo voar com vocês, Houston. Belo veículo", disse o piloto Glover. As equipes também identificaram diversos problemas a serem resolvidos, como "um problema no controlador no vaso sanitário quando foi colocado em funcionamento", disse o administrador associado da Nasa, Amit Kshatriya, em uma coletiva de imprensa após o lançamento. O diretor da Nasa, Jared Isaacman, também observou um problema temporário de comunicação com a espaçonave, que já foi solucionado. Contratempos repetidos Se tudo correr bem, a equipe da Artemis II deverá iniciar sua jornada de três dias até a Lua nesta quinta-feira, orbitando-a para capturar novas imagens e fazer observações. A viagem estabelece uma série de marcos históricos. A primeira pessoa negra, a primeira mulher e o primeiro não americano participam de uma missão lunar. Se a missão transcorrer segundo o previsto, os astronautas vão bater um recorde, ao se aventurar mais longe da Terra que qualquer ser humano antes. Também é o primeiro voo tripulado do novo foguete lunar da Nasa, batizado como Space Launch System (SLS). O gigantesco foguete é projetado para permitir que os Estados Unidos retornem de forma reiterada à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva como uma plataforma para futuras missões de exploração. O lançamento da missão estava inicialmente previsto para fevereiro. Mas contratempos repetidos o frearam e, inclusive, obrigaram o retorno do foguete ao seu hangar para análises e reparos. Segundo as autoridades locais, esperava-se que cerca de 400.000 pessoas se reunissem perto da chamada Costa Espacial para testemunhar a histórica decolagem. "ALÉM DAS ESTRELAS" O programa Artemis foi marcado por atrasos e enormes custos extras. E também está sob a pressão do presidente Donald Trump, que acelerou o ritmo desse projeto ambicioso, cuja meta é ver pegadas na superfície lunar antes de 2029, quando termina seu segundo mandato. Os objetivos da Artemis II incluem verificar que tanto o foguete quanto a nave espacial estejam em perfeito estado de funcionamento, com a esperança de abrir o caminho para um retorno e uma alunissagem em 2028. Esse prazo gera ceticismo entre os especialistas, em parte porque depende dos avanços tecnológicos do setor privado. A atual era de esforços para chegar à Lua nos Estados Unidos tem sido descrita frequentemente como um empenho para competir com a China, que pretende levar humanos à Lua até 2030. Trump deixou uma mensagem nas redes sociais antes do lançamento. "Estamos VENCENDO, no Espaço, na Terra e em todos os pontos intermediários - Economicamente, Militarmente e agora, ALÉM DAS ESTRELAS. Ninguém se aproxima de nós! Os Estados Unidos não só competem, DOMINAMOS, e o mundo inteiro está olhando", publicou o presidente em sua plataforma Truth Social.