Prefeitura reforça combate à chikungunya com varredura em massa e protocolo emergencial

admin
10 Apr, 2026
Agentes de controle de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados vistoriaram mais de 1,5 mil moradias somente na última quarta-feira (8), fiscalizando imóveis em diversos bairros da cidade. De acordo com a Prefeitura, 81 agentes vistoriaram 1.571 imóveis, encontraram 228 fechados e identificaram oito focos do mosquito Aedes aegypti. Também foram realizadas 34 notificações e aplicado tratamento químico em 87 depósitos localizados em quintais. As ações se concentraram nos bairros Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Marabá, Altos da Monte Alegre, Vila Maxwell, BNH IV Plano, Jardim Água Boa, Vila Roma, Altos do Indaiá, Residencial Esplanada e regiões próximas. Os dados foram apresentados ao Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de chikungunya na Reserva Indígena e conter o avanço da doença também na área urbana do município. “Nossas equipes estão trabalhando de forma coordenada, com planejamento e baseadas em dados científicos para enfrentar essa doença. Mas é fundamental que a população faça a sua parte, eliminando qualquer ponto de água parada nos quintais e dentro das residências”, destacou o secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, Márcio Figueiredo. Durante as ações, o CCZ também aplicou inseticida (fumacê) com veículo LECO em 157 quarteirões, abrangendo bairros como Jardim Guanabara, Jardim Maracanã, Vila Rosa, Vila Esperança, Vila Arapongas, Jardim Caramuru, Dioclécio Artuzi, Harrisson de Figueiredo, Idelfonso Pedroso, Jardim Guaicurus e imediações. Além disso, o CCZ prepara o envio de 292 notificações a proprietários de imóveis abandonados ou com focos do mosquito, além da emissão de 394 autos de infração e 24 multas. Os agentes também acompanharam a regularização de problemas em 32 imóveis já notificados e vistoriaram outros 97 que receberam notificações ou autuações. Protocolo de saúde Nesta quarta-feira (8), a Secretaria de Estado de Saúde instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves de chikungunya. A medida foi oficializada por meio da Resolução SES/MS no 555 e estabelece prazos reduzidos para atendimento, mecanismos excepcionais e diretrizes prioritárias para a Região de Saúde Centro-Sul e demais macrorregiões do Estado. De acordo com a normativa, casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1 — considerados graves ou potencialmente graves — deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação, prazo tratado como meta obrigatória para garantir resposta rápida e reduzir riscos de agravamento ou morte. A resolução também regulamenta o uso da chamada “vaga zero”, mecanismo que permite a transferência imediata de pacientes críticos, mesmo sem disponibilidade de leitos, como forma de preservar vidas em situações extremas. A medida poderá ser adotada pelo médico regulador quando se esgotarem as alternativas convencionais de encaminhamento. A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública decretado em Dourados, onde a epidemia segue ativa. Dados recentes apontam taxa de positividade entre 72% e 79%, considerada elevada, além do registro de casos graves, gestantes infectadas e mortes pela doença em 2026. O fluxo emergencial prevê articulação entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição clara de responsabilidades. Em Dourados, o Hospital Universitário da UFGD será a primeira referência para casos graves, seguido pelo Hospital Regional. Caso não haja resposta em tempo adequado, a “vaga zero” poderá ser acionada para qualquer unidade com capacidade de atendimento. A resolução também detalha critérios clínicos para classificação dos pacientes, como sinais de choque, desidratação grave, rebaixamento do nível de consciência, insuficiência respiratória e condições de maior vulnerabilidade, como gestação, comorbidades e pertencimento a populações indígenas. Entre os objetivos estão a padronização da resposta assistencial, a redução de gargalos na regulação, a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade e a melhoria da comunicação entre os serviços de saúde. As unidades de origem devem iniciar imediatamente as medidas de estabilização e manter contato contínuo com a regulação até a transferência do paciente. • • • • • • Junte-se à comunidade Capital News! Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver. • • • • • • Participe do jornalismo cidadão do Capital News! Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.