Acre passa longe de lista de estados que mais pesam nas contas da União

admin
16 Apr, 2026
A União teve que bancar quase R$ 1 bilhão em dívidas de estados e municípios só nos três primeiros meses de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Tesouro Nacional. Apesar do valor alto, o Acre praticamente não aparece nessa conta. Segundo o relatório, só em março o governo federal precisou desembolsar R$ 384,1 milhões para cobrir atrasos de estados e municípios em empréstimos. Somando tudo o que já foi pago neste ano, o total chega a R$ 993,8 milhões. A maior parte desse dinheiro foi usada para cobrir dívidas de poucos estados. O Rio Grande do Sul lidera, com R$ 250 milhões pagos apenas em março, seguido pelo Rio de Janeiro, com cerca de R$ 128,6 milhões. Outros estados e cidades aparecem com valores bem menores. Quando se olha para os últimos anos, o peso dessas dívidas fica ainda mais claro. Desde 2016, a União já gastou cerca de R$ 87,5 bilhões para pagar contas que originalmente eram de estados e municípios. O Rio de Janeiro, sozinho, responde por mais da metade disso, com R$ 45,6 bilhões. No meio desse cenário, o Acre é quase uma exceção. De acordo com o relatório, o estado teve apenas R$ 100 mil pagos pela União em todo esse período recente. O valor foi registrado em 2024; em 2025 e em 2026, até março, não há nenhum novo registro. Na prática, isso indica que o Acre não está entre os estados que enfrentam dificuldades frequentes para pagar empréstimos com garantia da União, ao contrário de lugares como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que acumulam bilhões nesse tipo de situação. O relatório também explica que, quando a União precisa pagar essas dívidas, o estado responsável sofre consequências, podendo ficar até um ano sem conseguir novos empréstimos com garantia federal, salvo exceções previstas em lei. É uma forma de pressionar para que as contas sejam mantidas em dia. Além disso, o governo tenta recuperar parte desse dinheiro depois. Desde 2016, cerca de R$ 6 bilhões já voltaram aos cofres públicos, embora uma parte ainda esteja sendo renegociada ou discutida na Justiça. Veja o relatório completo: