PGR solicita ao STF volta de mãe de Henry Borel para a prisão

admin
17 Apr, 2026
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, morto em 2021, volte para a prisão. A manifestação foi enviada ao ministro Gilmar Mendes, que vai decidir se mantém a liberdade da ré ou determina o retorno ao presídio. Monique foi solta em março após a Justiça entender que houve excesso de prazo na prisão preventiva. A decisão ocorreu depois do adiamento do julgamento do caso, provocado quando a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior abandonou o plenário do Tribunal do Júri. Para a PGR, a soltura foi irregular. No parecer, o subprocurador-geral Antônio Edílio Magalhães Teixeira afirma que a decisão contraria entendimentos anteriores do próprio STF, que já havia determinado a manutenção da prisão no mesmo processo. Segundo o órgão, não houve demora injustificada. A PGR argumenta que o adiamento do julgamento foi causado por ações da própria defesa e pela complexidade do caso, o que afasta a alegação de constrangimento ilegal por excesso de prazo. Ainda de acordo com o parecer, a liberdade de Monique pode trazer riscos ao andamento do processo, como possível influência sobre testemunhas. O documento também cita o histórico do caso para defender a necessidade da prisão preventiva. O julgamento foi remarcado para o dia 25 de maio pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2a Vara Criminal do Rio. Na ocasião, ela determinou a soltura de Monique ao entender que a manutenção da prisão seria irregular diante do adiamento. O caso ganhou grande repercussão após a morte de Henry Borel, de 4 anos, em 2021, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A mãe e Jairinho respondem por homicídio e outros crimes