Zema volta à carga contra o STF e promete, como 1o ato de presidente, uma “nova Corte”
17 Apr, 2026
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal no lançamento do plano de governo, nesta quinta-feira (16) em São Paulo. Segundo o pré-candidato à Presidência, seu primeiro ato, se eleito, seria propor ao Congresso Nacional um “novo STF”. “A primeira coisa que vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que os ministros prestem contas dos seus atos”, declarou Zema. Entre os termos desta nova Corte, o mineiro sugere uma idade mínima de “60 anos” para ministros e um mandato de 15 anos, que seriam a “coroação de uma carreira” jurídica. Zema ainda declarou que vai propor acabar com a “hipocrisia” da maioridade aos 18 anos e punir “crime de adulto com pena de adulto”. Embate com Gilmar Mendes Zema tem feito declarações públicas contra o STF desde que o decano Gilmar Mendes o atacou [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/gilmar-mendes-usa-processos-do-governo-de-mg-no-stf-para-reagir-a-criticas-de-zema/] por suposta ingratidão após decisões favoráveis em relação às negociações de dívidas públicas de Minas Gerais com a União. Zema afirmou que está surpreso por achar que as decisões do STF estariam vinculadas a “princípios constitucionais”, não conluios políticos. “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida”, ironizou Zema na quarta. Gilmar Mendes publicou em sua conta no X as críticas ao gestor de Minas Gerais. “É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União”, escreveu. Diretrizes econômicas Nesta quinta-feira Zema lançou também seu plabo econômico para uma eventual eleição. O tom das propostas tem uma forte inspiração liberal, que é a marca ideológica do ex-governador de Minas e do seu partido. Em uma entrevista à Gazeta do Povo, o economista da campanha de Zema informou que o ajuste fiscal de Zema deve ser um dos primeiros pontos a serem implementados, devido ao descontrole das contas públicas no país. “O Brasil está quebrado por conta da irresponsabilidade fiscal do governo. Sem isso, não adianta fazer nenhuma das outras coisas. É uma condição necessária, prioritária e antecedente a todas as outras”, ressaltou Costa. Ele elencou os cinco pilares do plano do presidenciável do Novo para a reforma econômica do Estado brasileiro: