Startup tem sete missões espaciais contratadas
7 May, 2026
Startup tem sete missões espaciais contratadas Lunar Outpost foi a primeira companhia privada a tocar na superfície da Lua com um veículo exploratório No estande da Comissão Europeia na Hannover Messe, o discreto protótipo de um pequeno rover ou veículo espacial atraía os olhares, mas não dava a dimensão do que a startup Lunar Outpost representa para o atual momento da corrida espacial. Em 2025, tornou-se a primeira companhia privada a tocar na superfície da Lua com um veículo exploratório, com a Lunar Voyage 1, e se prepara para lançar neste ano, no outono do hemisfério Norte, a segunda missão na Lua, de um total de sete contratadas. Desses sete voos, cinco serão na superfície da Lua e dois na órbita lunar. A Lunar Outpost se apresenta como especialista em mobilidade planetária e infraestrutura no espaço. Foi criada em Colorado, nos Estados Unidos, e tem escritórios em Luxemburgo e em Melbourne, na Austrália. Foi através dessa operação em Luxemburgo que a startup recebeu financiamento do Fundo Europeu de Investimento (EIF, na sigla em inglês) e aparecia na feira industrial como um dos projetos apoiados pela União Europeia. A Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) são exemplos de parceiras da companhia, que foi selecionada para participar da missão Artemis IV ao lado de parceiros como as universidades de Berkeley, de Colorado Boulder e da Central Florida. Representante da Lunar Outpost na Hannover Messe, o gerente de operações do escritório de Luxemburgo, Edder Santana, explicou que a empresa atua em diferentes frentes. Uma delas é “o aluguel de espaço” no rover para que outras empresas façam testes na Lua, como foi o caso da Nokia na missão do ano passado. Outro campo de atuação é o desenvolvimento de um sistema de geração de energia no espaço, que funcione como “uma estação de carregamento”. “Um dos principais obstáculos para o funcionamento de ativos no espaço é a mudança dramática de temperatura e o período de 14 dias da noite lunar. As baterias acabam morrendo nesse longo período frio”, afirmou ao Valor o engenheiro aeronáutico, com mestrado e doutorado em engenharia aeroespacial. Para dar conta desse desafio, está em desenvolvimento o Lux-Thermal, uma tecnologia que vai funcionar como um reservatório de energia térmica. O equipamento captura a energia solar e gera energia térmica com um sistema óptico que usa espelhos. “A ideia é vender esse serviço de energia para clientes. Isso permitirá que haja mais atividades no espaço”, disse Santana. Conheça o Valor One Acompanhe os mercados com nossas ferramentas