Produção de veículos cresce 4,9% e surpreende montadoras
8 May, 2026
A produção de veículos no Brasil cresceu 4,9% no primeiro quadrimestre de 2026 e superou as expectativas do setor automotivo, de acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). O que aconteceu Montadoras produzem mais veículos em 2026. A produção total de 238.498 unidades em abril corresponde a um aumento de 2,44% em relação ao mesmo mês de 2025 (232.814 unidades). Com o desempenho, o setor fechou o primeiro quadrimestre com a fabricação de 872.624 veículos, avanço de 4,93% em relação a igual período do ano passado (831.635 veículos). Crescimento expressivo surpreendeu o setor. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirma que o desempenho dos dois últimos meses superou as expectativas. Em março, a alta de 35,3% em relação ao mesmo período de 2025 representou o melhor resultado desde o pré-pandemia. "Não imaginávamos o que aconteceu em março. Foi surpreendente. Em abril, a produção persistiu boa", afirmou ele em entrevista coletiva para apresentar os dados do setor. Alta trimestral havia sido constatada pelo IBGE. Dados da PIM (Produção Industrial Mensal) divulgados ontem indicaram que a fabricação de automóveis no Brasil cresceu 11,1% no primeiro trimestre. Somente em março, o segmento avançou 38,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que contribuiu para a primeira expansão da fabricação de bens de consumo duráveis em cinco meses. O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao mostrar expansão de 18,7% em março de 2026 frente a igual mês do ano anterior, interrompeu quatro meses consecutivos de queda e marcou a taxa positiva mais elevada desde novembro de 2024. André Macedo, gerente da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) Calvet atribui o desempenho positivo aos emplacamentos. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram registrados 873.519 veículos no Brasil, valor 14,9% superior ao observado no primeiro quadrimestre de 2025 (760.448 unidades). "O aumento da produção deriva do aumento dos emplacamentos, mas não sabemos ainda se isso vai se transformar em um movimento perene, porque a economia brasileira ainda tem um cenário de muitas incertezas", disse o presidente da Anfavea. É preciso observar esses fenômenos que orbitam o setor automotivo, com a taxa de juros não caindo na proporção que deveria e as famílias aumentando o endividamento, para dizer que estamos crescendo, mas há um teto limitador. Igor Calvet, presidente da Anfavea As exportações de veículos caíram no período. O envio de unidades para o exterior recuou 16,8% no primeiro quadrimestre, passando de 171.356 para 142.436 unidades. "Neste ano, com o desaquecimento de 6% do mercado argentino, nós começamos a sentir a queda das exportações", disse Calvet ao observar o recuo anual de 30% das vendas para o país vizinho. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.