Quem são os pesquisadores de SC entre os cientistas mais influentes do mundo
8 May, 2026
Quatro pesquisadores da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, estão entre os cientistas mais influentes do mundo em suas áreas de atuação, segundo o ranking internacional da plataforma Research.com. Os nomes ligados à universidade catarinense são Felipe Dal Pizzol, Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni, reconhecidos pelo impacto das pesquisas desenvolvidas nas áreas de Medicina e Neurociência. Continua depois da publicidade Na edição mais recente da lista, o professor Felipe Dal Pizzol aparece entre os destaques da Medicina, enquanto as professoras Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni figuram entre os principais nomes da Neurociência no Brasil. No cenário nacional, Gislaine ocupa a 22a posição na Neurociência, Samira está em 28o lugar e Josiane aparece na 58a colocação. Já Dal Pizzol figura na 34a posição entre os pesquisadores da Medicina no país. Pesquisadores somam mais de mil artigos publicados Ao todo, os quatro cientistas da Unesc somam 1.002 publicações científicas e quase 45 mil citações. Na classificação geral, que avaliou 82 universidades brasileiras, a instituição aparece na 32a posição. Entre as universidades comunitárias do país, ocupa o 4o lugar, atrás apenas da PUCRS, PUCRJ e PUCPR. Em Santa Catarina, é a única comunitária presente na lista. Continua depois da publicidade Para Felipe Dal Pizzol, o reconhecimento representa uma conquista relevante na trajetória acadêmica e científica. Segundo o pesquisador, rankings como esse consideram indicadores ligados ao impacto da produção científica, especialmente o número de vezes em que os estudos são citados por outros pesquisadores, refletindo a influência das pesquisas no avanço do conhecimento. A classificação utiliza o índice H (H-index) para avaliar a produtividade e o impacto científico dos pesquisadores, com base no número de citações recebidas pelos artigos publicados. Na prática, quanto maior o volume de citações, maior tende a ser a relevância e a influência do trabalho desenvolvido dentro da comunidade científica. Entenda como funciona o ranking A classificação da plataforma Research.com é elaborada com base em dados bibliométricos coletados em bases internacionais de publicações científicas, como OpenAlex e CrossRef. O levantamento considera informações sobre artigos publicados, número de citações e impacto acadêmico dos pesquisadores, buscando medir a relevância da produção científica em cada área. No caso do ranking de Neurociência, a posição dos pesquisadores é definida a partir do chamado Índice D, uma variação do índice H que leva em conta apenas os trabalhos e citações relacionados à área específica analisada. Dessa forma, a metodologia busca avaliar a influência do cientista dentro do próprio campo de atuação. Continua depois da publicidade — Ficar na 58a posição por dois anos consecutivos é um presente enorme da ciência. É o reconhecimento de que estou no caminho certo, fazendo o que amo e contribuindo, mesmo que de forma pequena, para algo maior — celebrou Josiane Budni. Para a edição de 2026, a Research.com analisou mais de 178 mil perfis de cientistas de diferentes disciplinas. Entre eles, 83 pesquisadores especializados em Neurociência foram selecionados para avaliação detalhada. Para entrar na lista, os cientistas precisavam ter Índice D mínimo de 30 e manter a maior parte das pesquisas concentradas na área de Neurociência. Além dos dados quantitativos, como publicações e citações, a classificação também considera conquistas acadêmicas e reconhecimentos relevantes na trajetória dos pesquisadores. Protagonismo feminino na ciência Além do reconhecimento internacional à produção científica da Unesc, o ranking também evidencia o protagonismo feminino na pesquisa acadêmica. Três pesquisadoras da universidade aparecem entre os principais nomes da Neurociência no Brasil: Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni. Continua depois da publicidade Para Samira Valvassori, a presença das três cientistas da mesma instituição na classificação representa uma conquista coletiva: — É um reconhecimento muito importante. Não importa a posição, só de estar nesse ranking já é algo grande. Muitas vezes aqui no Brasil as pessoas reconhecem, mas é bom ver esse reconhecimento internacional também. Estou muito feliz — conta. Ela também destacou a importância da presença feminina na lista. — Acho este fato uma vitória para nós enquanto mulheres, pesquisadoras, e também para a Universidade, que investe e apoia — completou. A professora Gislaine Zilli Réus, que ocupa a 22a posição nacional na Neurociência, ressaltou que o reconhecimento reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa científica e da colaboração entre instituições. — Receber essa classificação é um estímulo para seguir avançando, com rigor científico e compromisso social, na produção de conhecimento que possa gerar impacto real na vida das pessoas — apontou Gislaine. Continua depois da publicidade — Tenho muita satisfação de fazer parte disso e, ainda mais, de integrar um programa de excelência, com três mulheres entre as 80 melhores neurocientistas do país. Isso mostra a força da mulher na ciência e o impacto do trabalho que estamos construindo, mesmo diante dos desafios — complementou Budni.