Streaming chega a 44% das casas, e TV paga tem a menor presença da história

admin
2 Jul, 2026
Resumo Os serviços de streaming de vídeo ganharam espaço na vida das famílias brasileiras nos últimos anos e faziam parte do dia a dia de 44,4% (33,4 milhões) dos lares em 2025. Por outro lado, o acesso à TV por assinatura manteve a trajetória de queda e está presente em 23,5% (17,7 milhões) dos domicílios com televisão, menor patamar da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. O que aconteceu Serviços de streaming de vídeo ganharam 1,5 milhão de clientes no ano passado. Com o aumento apresentado pelo estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual de lares com televisão que possuíam acesso às plataformas de filmes e séries sob demanda subiu um ponto percentual, de 43,4% para 44,4%, entre 2024 e 2025. Crescimento do acesso às plataformas de streaming foi observado em todas as regiões. O aumento mais expressivo, de 2,6 pontos percentuais, foi observado no Centro-Oeste (51,5% ). O Sul (de 50,2% para 51% ) e o Sudeste (de 48,6% para 49,5%) também registraram aumentos relevantes. Por outro lado, o acesso no Nordeste (de 30% para 30,7%) avançou em menor ritmo. Evolução do streaming contrasta com a perda de espaço da televisão por assinatura. Os serviços de TV paga atendiam 17,7 milhões (23,5%) dos domicílios brasileiros, queda de 200 mil lares (0,8 ponto percentual) na comparação com 2024. As reduções foram registradas tanto nas áreas urbanas (menos 64 mil) quanto nas zonas rurais (menos 156 mil). Preço e desinteresse afastaram os brasileiros das redes de televisão por assinatura. Nos lares com televisão sem acesso aos canais pagos, 26,1% não adquiriam a assinatura por considerá-la cara e 62,2% por não haver interesse pelo serviço. Para 10%, o modelo é desnecessário devido ao acesso aos mesmos programas, filmes e séries pela internet. A televisão dos assinatura divide espaço com o streaming em 38,9% das residências. Por outro lado, 8,3% dos assinantes dos serviços não possuíam acesso à televisão aberta ou a serviço de televisão por assinatura. O percentual representa a inclusão de 400 mil famílias na categoria entre 2024 e 2025. A gente observa uma tendência de aumento do percentual e também do número de domicílios sem recepção de sinal de televisão aberta ou fechada. Aumentou de 3,8% em 2022 para 7,5% em 2025. Gustavo Geaquinto, analista da Pnad População com acesso ao streaming tem renda média superior. A Pnad aponta que o rendimento médio por habitante dos domicílios que tinham acesso a serviço pago de vídeo foi de R$ 3.072. O valor representa mais que o dobro (111,3%) da renda daqueles que não possuíam acesso aos streamings: (R$ 1.454). Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.