Stellantis inicia produção nacional do Jeep Avenger, que estreia neste semestre
6 Jul, 2026
A Jeep retorna para onde sua história começou no Brasil: o Rio de Janeiro. A produção do SUV compacto Avenger na fábrica de Porto Real começa agora, 79 após os primeiros carros serem importados em kits para montagem em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O sistema SKD (sigla em inglês para parcialmente montado) não é novidade por aqui. O novo modelo tem proposta urbana e tração dianteira, sendo bem diferente dos jipes pioneiros trazidos pelo ex-pracinha Oswaldo Gudole Aranha (1921-2003). Ele era filho do político, advogado e diplomata Oswaldo Aranha (1894-1960), que assumiu diferentes ministérios durante o primeiro governo de Getúlio Vargas (1882-1954). Além da proposta ser outra, o Avenger é, de fato, fabricado no Brasil. Itens como motor, bancos, portas e revestimentos são nacionais. Segundo o grupo Stellantis, que é dono da marca Jeep, a chegada do modelo gera 800 empregos diretos na fábrica de Porto Real, além de outras 450 vagas entre os fornecedores. "Temos parcerias com diversos setores de capacitação, e os novos funcionários passam por algumas etapas de treinamento", diz Glauber Fullana, vice-presidente sênior de manufatura do grupo Stellantis na América do Sul. Nesse momento, a montadora faz a transição do período de montagem de protótipos para a produção em larga escala. A estreia do novo SUV compacto no mercado vai ocorrer ainda no segundo semestre. Todas as versões terão motor 1.0 turbo flex (130 cv) com tecnologia híbrida leve, o mesmo conjunto já utilizado em modelos da Fiat e da Peugeot. Nesse caso, uma pequena bateria de lítio acumula a energia que será aproveitada em partidas e retomadas. Esse sistema não é capaz de mover o carro sozinho, o que reduz a eficiência energética. O câmbio ainda não foi confirmado, mas deve ser o mesmo automático do tipo CVT (continuamente variável) que equipa os demais híbridos leves 12V do grupo Stellantis. O Avenger brasileiro é um pouco diferente daquele que foi exibido no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. São mudanças que acompanham a evolução da linha 2027 na Europa, embora o carro nacional deva ser mais simples —algo necessário para encaixá-lo em uma faixa de preço com alta competitividade. Os valores devem partir de R$ 120 mil, ocupando o espaço que pertencia à versão do Renegade voltada às isenções tributárias legais, como as disponíveis para pessoas com deficiência. A plataforma do Avenger é a mesma utilizada por veículos da linha Citroën que também são produzidos em Porto Real. Entretanto, há diferenças que fazem o modelo da Jeep ser mais sofisticado e equipado, como já ocorre no mercado europeu. Com 4,08 metros de comprimento, o novo SUV compacto nacional será concorrente direto do Volkswagen Tera, que custa a partir de R$ 133.190 na opção equipada com motor 1.0 turbo flex (116 cv) e câmbio automático de seis marchas. Conteúdo distribuído por Folhapress