A batalha das inteligências artificiais
12 Jul, 2026
A batalha das inteligências artificiais O Diário - 12 de julho de 2026 DANILO PIMENTA SERRANO É ADVOGADO E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO Compartilhar Há aproximadamente 3 anos, uma mudança de grandes proporções, cujos impactos talvez ainda sejam desconhecidos, começou com o lançamento comercial do ChatGPT, a primeira ferramenta de inteligência artificial (IA) generativa a alcançar o grande público. É seguro dizer que o advento da IA é a maior revolução da humanidade desde o surgimento da internet. No início, a inteligência artificial era apenas uma ferramenta de produtividade, mas hoje, pouco tempo depois, ela mostra uma excepcional evolução, a ponto de o governo norte-americano ter proibido a utilização por estrangeiros do modelo mais avançado do Claude. É certo, portanto, que as IAs tornaram-se ativos geopolíticos estratégicos dos países. É notório que todos os sistemas de inteligência artificial consomem um volume colossal de dinheiro para o seu desenvolvimento e treinamento, e geram um expressivo impacto na indústria de chips e de energia elétrica, dado o grande volume de energia consumido pelos data centers onde se localizam os servidores utilizados pelos sistemas. Dentre as empresas que atualmente lideram a corrida pela IA, estão a Alphabet, dona do Google, com o Gemini, a OpenAI, com o ChatGPT, e a Anthropic, com o Claude, que hoje, a meu ver, é o líder dessa disputa, com o melhor produto disponível. Entretanto, com as empresas competindo entre si pelos melhores cérebros, a liderança na disputa entre as IAs pode mudar a qualquer momento, até porque outros concorrentes estão despontando e correndo por fora, como a japonesa Sakana AI e a chinesa DeepSeek. Mas uma coisa é certa, essa disputa está apenas no começo, tal como a própria IA, que ainda está em seus primórdios, e o mundo que emergirá nessa era da IA será totalmente diferente daquele que conhecemos hoje, para o bem e para o mal.