Copa em números: 99,7% de lotação, R$ 76 bi à Fifa e 700 drones abatidos
21 Jul, 2026
Resumo Com 99,7% de lotação dos estádios e nenhum incidente de segurança grave, a Copa do Mundo de 2026 foi considerada o evento "mais visto, mais seguro e mais bem-sucedido do mundo" pelo diretor da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani. "Mais de 6,5 milhões de pessoas foram aos jogos desta edição, mais do que nas duas Copas anteriores combinadas, e provavelmente vamos superar o recorde de audiência de 1994, quando os EUA também sediaram o evento", afirmou Giuliani, em um balanço do evento em Nova York na antevéspera da grande final. Um dia após a grande final, Kash Patel, diretor do FBI, a polícia federal americana, usou as redes sociais para anunciar que "temos orgulho de informar que, graças a Deus e aos homens e mulheres do FBI e aos nossos parceiros, não registramos ataques criminosos significativos durante esta Copa do Mundo". Cerca de 5 mil agentes de segurança em todo o país trabalharam pelo resultado. No total, 80.633 pessoas assistiram à partida em que a Espanha se consagrou campeã diante da Argentina, e mais de 1,5 bilhão de pessoas acompanhou as transmissões ao redor do mundo. Nas fan fests, os telões espalhados pela Fifa pelo mundo para acolher torcedores em celebrações de rua, quase 8 milhões se reuniram nos 40 dias do Mundial. A Copa do Mundo de 2026 entra para a história não apenas como aquela com maior número de países participantes, 48 seleções, e o maior número de anfitriões, as três nações da América do Norte (México, EUA e Canadá), mas por ter sido o evento a gerar a maior renda da história da Fifa. Com o uso de precificação dinâmica pela primeira vez, e ingressos algumas vezes mais caros do que os preços praticados em edições anteriores, o torneio garantiu à Fifa renda de US$ 15 bilhões (R$ 76,6 bilhões). Minutos antes do início da Copa, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que em solo americano que o evento mobilizou "trilhões de dólares". "As cidades-sede receberam milhões de visitantes, revitalizaram seus setores hoteleiros, melhoraram os transportes e renovaram investimentos em polos comerciais locais. Dallas (no Texas) projeta mais de US$ 2 bilhões em atividade econômica apenas durante o torneio, enquanto empresas de Seattle (no estado de Washington) relataram vendas até 10 vezes superiores às de um dia típico", relatou Giuliani. Cercado por polêmicas em torno do tratamento a imigrantes e da legislação estrita para a entrada de visitantes no país (com dezenas de nações banidas da obtenção de qualquer visto), o governo Trump celebrou que em mais de 80% dos países do mundo, quem tentou vir à Copa conseguiu agendar entrevista de visto em menos de 60 dias. Com mais de metade da população do país admitindo não ter assistido a nenhum jogo do Mundial segundo pesquisas da CNBC divulgada na véspera da final, os EUA contaram com os estrangeiros e os imigrantes para chegar ao sucesso de número que a gestão Trump se orgulhou em divulgar. Como principais anfitriões do evento, os EUA receberam 78 partidas, inclusive a final. Traumatizado por ataques terroristas, inclusive em megaeventos esportivos como na Olimpíada de Atlanta, o país temia incidentes envolvendo drones. Os dispositivos voadores se tornaram mais baratos e potencialmente mais letais, como provado nas guerras da Ucrânia e do Irã. Um perímetro de segurança foi estabelecido e a partir de mil metros de raio de cada estádio norte-americano, drones ficaram proibidos de voar. Ao longo do torneio, ao menos 1,6 mil dispositivos voadores violaram as regras - e mais de 700 acabaram abatidos pelas forças de segurança. Em nenhum dos casos, no entanto, houve riscos reais às pessoas. O aparato organizado para a segurança é, em boa medida, permanente. Servirá de legado para as cidades-sede e será colocado em uso novamente em dois anos, quando os EUA irão receber as Olimpíadas de 2028, em Los Angeles, no último ano do segundo mandato de Trump. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.