Inteligência generativa já chegou ao campo, mas precisa alcançar mais produtores

admin
3 Aug, 2026
2–3 minutos Enquanto o debate sobre inteligência artificial no campo gira em torno de robôs e tratores autônomos, uma outra revolução já está em andamento nos escritórios das fazendas. Hoje, há mais de 620 soluções de inteligência generativa (GenAI) voltadas especificamente ao agronegócio e à produção de alimentos disponíveis no mercado. Confira o álbum de fotos da Viagem Técnica aos Estados Unidos | Grupo 3 O levantamento foi apresentado pelo especialista Dan Kurdys, responsável pelo Grupo 9 North e conselheiro estratégico da KissanAI, aos produtores rurais paranaenses que fazem parte da delegação do Sistema FAEP nos Estados Unidos. Localizado em Saint Louis, o 39 North é um ambiente de incubação de startups e empresas de base tecnológica focadas no setor do agronegócio. Acompanhe nossa página do Jornal do Oeste no Instagram Entre no canal de notícias do Jornal do Oeste no Telegram Mantenha-se atualizado no grupo de WhatsApp do Jornal do Oeste Segundo a curva de evolução apresentada por Kurdys, o uso da inteligência artificial (IA) na agricultura começou na década de 1990, com o uso de sensores, GPS e dados de máquina, base da agricultura de precisão que muitos produtores já utilizam. A fase atual, como detalhou o especialista, envolve a inteligência artificial para ajudar a “rodar o escritório da fazenda”, com conhecimento, planejamento e administração do negócio. As atividades como revisão de contratos, negociação com fornecedores e análise de dados internos permitem maior retorno sobre investimento e implantação mais rápida da GenAI. “É nessa fase que mora a oportunidade mais imediata e de menor risco para o produtor”, comenta Kurdys. Quem já aplica recomenda Um exemplo prático de como essa combinação de dados e IA já funciona está na propriedade de Marcos Eidam, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Ortigueira, que integra o grupo da viagem técnica aos Estados Unidos. Eidam já utilizava, pela cooperativa, a plataforma Agriwin para controle financeiro, fiscal e indicadores de desempenho da fazenda. Além disso, de modo manual, mantinha uma planilha própria com os dados das atividades. Ele uniu essas duas fontes com o apoio de uma ferramenta de inteligência artificial: o NotebookLM, do Google. “Eu tenho informações em um software e informações em uma planilha. Com esses dois arquivos, de fontes diferentes, eu passo para a IA, que consegue dar os resultados”, explica o produtor. “Fiz a análise de viabilidade de um caminhão usado no transporte da produção. Eu gero um PDF e carrego nesse aplicativo, que faz uma apresentação: quanto essa caminhonete rodou, quanto consumiu, o custo por quilômetro”, conta. Acompanhe nosso canal de notícias do Jornal do Oeste no YouTube Siga nosso canal do Jornal do Oeste no TikTok Curta nossa página do Jornal do Oeste no Facebook O mesmo raciocínio se aplica a máquinas agrícolas. Segundo Eidam, é possível calcular, por exemplo, quanto um trator custou ao longo do último ano, horas trabalhadas e custo por hora de operação — cruzando dados de abastecimento, peças, manutenções e serviços mecânicos. A ferramenta também passou a ser usada pelo dirigente na gestão do sindicato. Ao receber o balanço patrimonial ou a demonstração de resultado, Eidam carrega os arquivos no aplicativo e obtém apresentações sobre a saúde financeira da entidade. “Traz algo que eu posso apresentar para os associados, didático”, afirma o produtor, que faz questão de reforçar, no entanto, que a tecnologia não substitui a disciplina do registro. Sistema SENAR