Conhecer IA é mais importante do que MBA para 86% dos executivos de finanças, indica pesquisa
4 Aug, 2026
Executivos estão questionando o valor de um MBA na era da inteligência artificial. Cerca de 86% dos mais de 1.000 executivos do setor de serviços financeiros dos Estados Unidos ouvidos pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) afirmam considerar a capacitação em IA mais valiosa do que um MBA para muitos profissionais recém-contratados, refletindo a urgência das empresas em adotar a tecnologia de forma eficaz. A pesquisa, divulgada na segunda-feira (3), mostrou que as empresas estão dispostas a pagar por isso: 91% dos executivos disseram estar aumentando a remuneração de funcionários com competências em IA. "Há uma necessidade clara de pessoas que entendam não apenas o que é um agente, mas também como desenvolvê-lo. Como pensar na gestão desses agentes?", afirmou Peter Pollini, responsável pela área de serviços financeiros da PwC. Ele acrescentou que muitas empresas buscam profissionais com habilidades técnicas para ajudá-las a implementar os casos de uso de IA que já identificaram. A questão de saber se um MBA vale o investimento é debatida há muito tempo, sobretudo porque o custo total típico da formação se aproxima de US$ 300 mil. Com o aumento das mensalidades, os potenciais alunos analisam cada vez mais atentamente o retorno que terão. Enquanto isso, as universidades identificaram uma oportunidade. Prestigiadas escolas de negócios como as da Universidade Harvard, da Universidade da Pensilvânia e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) estão oferecendo uma lista cada vez maior de cursos de educação executiva voltados à IA, mais curtos e baratos do que uma graduação e com direito a certificado. No MIT, por exemplo, os alunos podem fazer um curso de cinco dias chamado "Liderando a organização orientada por IA" por cerca de US$ 13 mil. A crescente demanda por profissionais com domínio de IA levou algumas empresas, entre elas as fabricantes de software IBM, Shopify e Cloudflare a intensificar a contratação para cargos de nível inicial, apostando que recém-formados da geração Z conseguirão fazer mais com ferramentas de IA do que os funcionários atuais.