Técnico do Corinthians avalia derrota para o Coritiba e nega falta de criatividade no ataque
24 Aug, 2026
Técnico do Corinthians avalia derrota para o Coritiba e nega falta de criatividade no ataque Na noite deste domingo, o Corinthians foi derrotado pelo Coritiba por 2 a 1, no Couto Pereira, em duelo válido pela 24a rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Fernando Diniz fez uma avaliação do desempenho do time, destacando que o desgaste acumulado no compromisso recente pela Copa Libertadores pesou na rotação e na concentração dos atletas. "Acho que começamos bem o primeiro e o segundo tempo — os inícios das etapas foram muito bons. Oscilamos um pouco, o que já era previsível por conta da partida de quinta-feira (contra o Rosario Central). Houve um desgaste físico, mas o desgaste psicológico e emocional foi muito maior. Mobilizar os jogadores para a partida de hoje é sempre um desafio, pois sabíamos que precisávamos de 100% de energia, principalmente a mental. Mesmo assim, conseguimos fazer dois inícios de tempo muito bons", iniciou em entrevista coletiva. Apesar das boas arrancadas mencionadas, o setor defensivo do time alvinegro voltou a ceder espaços cruciais em momentos de desatenção. O comandante corinthiano apontou falhas coletivas e de posicionamento nos lances que culminaram na vitória do adversário paranaense, ressaltando a diferença de postura em relação aos últimos compromissos. "Tomamos dois gols muito evitáveis novamente. Na bola parada, acho que erramos no encaixe da jogada e acabamos sofrendo o gol. No segundo, estávamos com a linha baixa. Nos dois jogos contra o Rosario, por exemplo, em que tivemos que nos defender, não tivemos nenhum problema. Hoje, por falta de atenção, quisemos recuperar a bola muito rápido em vez de marcar direito e tomamos o segundo gol. Caso contrário, poderíamos ter empatado", complementou. Questionado sobre a dependência do jogo aéreo e as dificuldades para articular jogadas trabalhadas pelo meio contra adversários retrancados, Diniz rebateu as críticas sobre a suposta falta de criatividade. Para o treinador, a busca por cruzamentos é uma consequência natural e tática quando se enfrenta uma postura extremamente defensiva. "Não acho que seja apenas a bola aérea. Temos chutes de fora da área, mas os gols acontecem. Já disse mais de uma vez para vocês (imprensa): quando um time se propõe a atacar e o outro a defender, a maioria dos gols sai de cruzamentos. O gol do Coritiba também veio de um cruzamento, e é assim que funciona", comentou. Aprofundando a visão tática sobre os caminhos para furar bloqueios fechados, o técnico reforçou a preferência por utilizar os lados do gramado na construção das investidas. Segundo ele, insistir em infiltrações centrais contra linhas recuadas aumenta consideravelmente o risco de sofrer contra-ataques fatais. "As jogadas tendem a terminar pelo lado do campo e, se terminam por esse espaço, vai haver o cruzamento. A bola parada é outra fase importante do jogo em que saem muitos gols. Se jogamos contra uma linha baixa, a maior chance de marcar é com o cruzamento e com o rebote gerado por ele. Se você tentar infiltrações excessivas por dentro, corre mais risco de sofrer o contra-ataque do que de fazer o gol", finalizou. Com o revés no Paraná, a equipe alvinegra voltou a sofrer tropeços consecutivos após mais de quatro meses. O resultado teve impacto direto na tabela: o Corinthians perdeu uma posição e agora ocupa a décima colocação, com 32 pontos em 24 partidas. Buscando a reabilitação, o elenco corinthiano terá uma semana cheia de preparação. A equipe volta a campo no próximo domingo, dia 30, às 16h, para disputar o clássico contra o Santos, na Neo Química Arena.