Canadá prepara resposta às novas tarifas anunciadas por Trump
25 Aug, 2026
Canadá prepara resposta às novas tarifas anunciadas por Trump O Canadá deve apresentar nesta terça-feira (25) sua resposta às novas tarifas sobre aço e automóveis anunciadas pelo presidente Donald Trump, após negociações fracassadas com os Estados Unidos. Publicado em: Modificado em: Desde seu retorno à Casa Branca, no início de 2025, Trump vem intensificando a guerra comercial e chegou a afirmar que o Canadá se aproveita da generosidade de Washington, tanto em questões comerciais quanto militares. Três dias após o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, interromper as negociações, o republicano anunciou a imposição de novas tarifas, na segunda-feira (24). A partir de 1o de janeiro de 2027, "todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, autopeças e aço terão suas tarifas aumentadas em 50%", explicou Trump em sua rede social, a Truth Social. O assunto é destaque nos jornais franceses desta terça-feira. Le Monde ressalta a mudança de postura do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, que, segundo o diário, "não hesita mais em falar de guerra para descrever o impasse comercial entre seu país e os Estados Unidos". De acordo com a reportagem, Carney fez questão de enfatizar a soberania do Canadá depois que a proposta de Trump fez alusão a condições consideradas inaceitáveis. Os Estados Unidos teriam o direito de opinar sobre acordos futuros do Canadá com outros países e também teriam imposto restrições à regulamentação que protege a língua francesa no país vizinho. "Não deixaremos nenhum país decidir o nosso futuro", declarou Carney, com o apoio da oposição. Ottawa promete reagir "na mesma moeda": a partir de 8 de setembro, novas tarifas serão aplicadas às exportações americanas, especialmente de aço e produtos lácteos. O La Croix destaca que a guerra comercial pode custar caro ao Canadá, que destina 70% de suas exportações aos Estados Unidos. No entanto, Ottawa não esqueceu, até hoje, o desejo de Trump de transformar o Canadá no 51o estado americano, afirma o jornal. Atualmente, 60% dos canadenses apoiam uma "linha dura" diante de Washington, segundo uma sondagem publicada em meados de agosto.