Volta de Tiquinho esquenta briga por vaga no ataque do Botafogo
28 Aug, 2026
Boa disputa! Tiquinho x Cabral: amigos e concorrentes Foto: Vítor Silva/Botafogo Técnico interino do Botafogo, Rodrigo Bellão trabalhará com mais uma opção de referência de área para os próximos jogos. O Glorioso tem, no Campeonato Brasileiro, duas pedreiras pela frente: o Flamengo, domingo (30), no Maracanã, e o Palmeiras, na semana seguinte, no dia 6, no Estádio Nilton Santos. O retorno de Tiquinho ao Mais Tradicional acirra, assim, a disputa por vaga e joga pressão sobre Cabral, centroavante que atravessa um mau momento e recebe uma enxurrada de críticas nos últimos dias. Tiquinho assinou contrato até o fim da temporada, com metas a cumprir para acionar gatilhos. A primeira delas é meter sete gols para prolongar a estadia no Mais Tradicional até a metade de 2027. O objetivo não é uma escolha aleatória ou o algarismo cabalístico no universo preto e branco. O número corresponde ao número de vezes que Cabral balançou a roseira dos adversários nesta edição do Brasileirão. “Cabral é meu fechamento. Já o conheço há muito tempo. Quem assiste futebol de verdade sabe o seu valor. Não é um cara que caiu aqui de paraquedas. É renomado no futebol. Além de ser meu conterrâneo, é meu amigo. Só vi dois jogadores que não passaram por fase ruim: Cristiano Ronaldo e Messi. Estou aqui para ajudá-lo no que for preciso”, colocou Tiquinho. Cabral e Tiquinho juntos no Botafogo? Em Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP), Cabral seria o número 1 nesta corrida. Afinal, o camisa 99 veio do futebol europeu (Benfica) em 2025, custou R$ 95 milhões (cotação da época) e conta com uma certa grife. Mas o futebol foge da exatidão. Na montanha-russa do esporte bretão, o Mamute está em baixa e precisa recuperar terreno. Contra o Vitória, no Barradão, pelo Nacional, ele foi expulso de forma infantil. No jogo seguinte, contra o Cienciano (PER), pela Copa Sul-Americana, furou, na pequena área, um gol inacreditável, provocando, então, a ira das tribunas do Colosso do Subúrbio. Ex-Porto e também com experiência no Velho Continente, Tiquinho chega ao Mais Tradicional com um histórico recente pouquíssimo alvissareiro. São 230 dias sem marcar um gol após passagens frustrantes por Santos e Mirassol. Em contrapartida, o camisa 9 tem a seu favor a simpatia da parte da torcida, a identificação com o clube e a motivação extra por iniciar um novo ciclo no Mais Tradicional. Com bom humor, durante a sua apresentação como novo jogador do Botafogo, na última quinta-feira (27), no Estádio Nilton Santos, Tiquinho, após minimizar a fase difícil do companheiro e enaltecê-lo, aventou a possibilidade de os dois atuarem juntos. “Já joguei com o Igor Jesus, que fazia tanto o “9”, quanto uma função mais recuada. Em 2024, muitas vezes fui um “10”, porque era o que o treinador pedia. Cabral é mais jogador de área, enquanto eu tenho mobilidade para sair, buscar a bola e gerar espaço para os companheiros. Não vejo problema em atuarmos juntos”, comparou o novo centroavante da Estrela Solitária. Trio completa as opções da comissão técnica Bellão ainda conta com mais três nomes para animar a briga: Pereira, que cedeu a camisa 9 a Tiquinho, Kadir e Emanuel. O primeiro, recém-contratado, figurou como titular nos últimos encontros e já desencantou. O panamenho, por sua vez, é cria da base e aparece como opção para o segundo tempo desde a segunda metade de 2025, com Davide Ancelotti. O terceiro, por fim, outra Joia do Bairro, ascendeu com o já demitido Franclim Carvalho e soma um gol em três embates. Antes de definir quem joga, no entanto, Bellão enfrenta outra dor de cabeça. O time alvinegro, nas últimas exibições, criou um número elevado de chances, mas não soube convertê-las em gol. “Precisamos de alguns ajustes no setor ofensivo. Não gosto de individualizar o problema, sabe? Parte do meu trabalho é conseguir fazer com que a nossa equipe crie oportunidades. Foram 33 finalizações (contra o Parananese) e não só de dois centroavantes. Foram de meio-campistas, de extremos, de atacantes, meias e até de zagueiro, por exemplo”, ilustrou Bellão.