Quando o cliente entra no próprio sonho: Designer de interiores baiana usa IA para apresentar projetos de forma imersiva
29 Aug, 2026
Imagine poder entrar em uma casa ou ambiente antes mesmo de ele existir. Mais do que visualizar móveis, cores e revestimentos em uma tela, os clientes agora podem se enxergar dentro dos espaços projetados e experimentar, ainda na etapa de criação, como seria viver ali. É essa experiência que a inteligência artificial vem proporcionando ao trabalho da designer de interiores baiana Bruna Coni. A profissional incorporou as ferramentas às apresentações de seus projetos como uma forma de aproximar o cliente do resultado final. A tecnologia permite criar representações cada vez mais realistas dos ambientes e inserir os próprios moradores nas cenas, transformando a visualização em uma espécie de prévia da vida que será construída no espaço. “Eu consigo colocar os próprios clientes dentro dos ambientes, vivendo aquilo que me contaram no briefing. Eles podem se enxergar recebendo os amigos, usando a cozinha, aproveitando a casa com os filhos. É uma forma de antecipar um pouco da vida que imaginaram para aquele lugar”, explicou Bruna em entrevista ao BN Hall. A proposta vai além do impacto visual. Para a designer, a utilização da IA também contribui para tornar algumas etapas do processo mais ágeis, permitindo explorar possibilidades e apresentar ideias de maneira mais dinâmica. A ferramenta passa a atuar como uma aliada na tradução das necessidades e dos desejos dos clientes para o projeto. Com a popularização dessas ferramentas em diferentes áreas criativas, Bruna acredita que o domínio da tecnologia poderá se tornar um diferencial no mercado de interiores. Para ela, no entanto, isso não elimina a importância do olhar profissional. “A IA não vai substituir o nosso trabalho. Ela amplia o que podemos fazer. O conhecimento técnico, o repertório e a sensibilidade para entender o cliente continuam sendo nossos. Mas quem entender como usar essas novas ferramentas para potencializar o próprio trabalho certamente vai se destacar no mercado”, destacou. Bruna destacou que, apesar das transformações provocadas pela tecnologia, a essência do design de interiores permanece a mesma: criar espaços pensados para as pessoas. O que muda é a maneira de apresentar esse processo e permitir que o cliente se reconheça no resultado antes mesmo de a obra sair do papel. Segundo a proposta, a inteligência artificial, nesse cenário, deixa de ser apenas uma ferramenta de produção de imagens e passa a ocupar um novo espaço dentro do processo criativo. Entre projetos, possibilidades e simulações, a experiência ajuda a transformar uma ideia abstrata em uma experiência mais concreta, permitindo que o cliente, de certa forma, conheça o próprio sonho antes de ele se tornar realidade. Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.