5 histórias quentes para acompanhar num US Open sem João Fonseca
30 Aug, 2026
Resumo João Fonseca está fora do US Open por causa de uma lesão no abdômen. Sim, o carioca tomou de assalto o noticiário tenístico no Brasil (com justiça), e a única coisa que muita gente quer agora é vê-lo em quadra. Ainda assim, o torneio nova-iorquino, que começa neste domingo, tem um punhado de histórias atrativas para acompanhar nas próximas duas semanas. Quer ver? 1. Número 1 do mundo em jogo Aryna Sabalenka, queridinha dos brasileiros, não vem no melhor dos momentos e, por isso, tem a liderança do ranking ameaçada neste US Open. Outras três tenistas podem sair de Nova York no topo da lista: a cazaque Elena Rybakina e as americanas Coco Gauff e Jessica Pegula. Quem tem mais chances de assumir o posto de #1 é Rybakina, que pode chegar ao topo até se perder na estreia. Se o título do US Open não ficar com Sabalenka nem com Coco ou Pegula, a cazaque será a líder do ranking. Além disso, Rybakina assume a ponta se alcançar as semifinais, independentemente dos resultados das outras três. Para manter a liderança, Sabalenka, atual campeã em Nova York, precisa repetir seu feito e levantar o troféu. Ainda assim, precisa que Rybakina perca antes das semifinais. Para Pegula e Coco, o cenário é o mesmo. Para que uma das duas assuma o posto de #1, é preciso conquistar o título e contar com uma derrota de Rybakina antes das semifinais. 2. Djokovic e a busca pelo 25o slam Aos 39 anos, Novak Djokovic busca tornar-se, de forma isolada, o tenista com mais títulos de slam em simples. Hoje, o sérvio, dono de 24 troféus desse nível, divide a marca com a australiana Margaret Court. Em um torneio sem Jannik Sinner, as chances de Djokovic aumentam naturalmente. Além disso, Carlos Alcaraz, que é o atual campeão, está há quatro meses sem competir, voltando de uma lesão no punho, e o cabeça de chave número 1, Alexander Zverev, pouco fez no pré-US Open. Logo, há uma janela de oportunidade interessante para o sérvio. Se seu corpo resistir (sim, é um grande "se") a eventuais dias quentes e/ou úmidos em Nova York, tênis não deve lhe faltar. 3. O retorno de Alcaraz Carlos Alcaraz ganhou três dos últimos quatro slams que disputou (e foi vice no outro). Em dois deles, derrubou Djokovic (US Open/2025 e Australian Open/2026). Em condições normais, seria favoritíssimo. Hoje, mesmo voltando de lesão e dessa inatividade forçada, o espanhol é o favorito para as casas de apostas, mas seu favoritismo é menor do que seria em outro cenário. O grande ponto de interrogação no momento está relacionado justamente a essa pausa. Há quatro meses sem competir, Alcaraz começará o torneio com ritmo de jogo e condicionamento físico bom o bastante para avançar durante a primeira semana? A estreia, contra o perigoso Roman Safiullin (aquele que eliminou João Fonseca em Wimbledon), dará as primeiras respostas. 4. Dupla brasileira em busca do título Pela primeira vez em muito tempo (desde o fim de Soares/Melo), é possível falar em uma dupla brasileira começando um slam pensando seriamente em conquistar o título. Orlando Luz e Rafael Matos alcançaram esse status fazendo um pré-US Open soberbo, conquistado os títulos dos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati. Os gaúchos agora são a sexta melhor dupla da temporada e estão bem posicionados em busca de uma vaga no ATP Finals (torneio que reúne as oito melhores parcerias do ano). Não são "os" favoritos ao título em Nova York, mas serão cabeças de chave e serão observados com atenção pelos adversários. 5. O último slam de Stan Inicialmente, o US Open não tinha dado um convite a Stan Wawrinka, campeão do torneio em 2016, mas a lesão de última hora do americano Patrick Kypson fez o suíço herdar um wild card. Assim, o veterano de 41 anos, medalhista de ouro olímpico, dono de três títulos e slam e ex-número 3 do mundo fará uma última participação em Nova York. Wawrinka já anunciou que se aposentará ao fim da temporada, então o US Open será seu último slam, e a primeira partida será contra o italiano Matteo Berrettini. Os dois se enfrentaram em Wimbledon em um jogaço de quatro sets. Será mais uma chance de ver (e admirar) o suíço em ação. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.