Série que promete conquistar fãs de Vikings e Game of Thrones já está no Universal+ — mas tem seus defeitos
30 Aug, 2026
Série que promete conquistar fãs de Vikings e Game of Thrones já está no Universal+ — mas tem seus defeitos Oito episódios com muita ação e vingança Deseja ver histórias grandiosas repletas de lutas pelo poder, traições, vinganças e drama intenso, acompanhadas por algumas batalhas acirradas? É exatamente isso que você encontrará se decidir assistir aos oito episódios de Rei e Conquistador, a mais recente superprodução da BBC que está disponível no Universal+. A batalha que definiu a história de um país inteiro Rei e Conquistador narra, ao longo de oito episódios, a história de um confronto que definiu o futuro de um país — e de um continente — por mil anos. Ou, dito de outra forma, apresenta a guerra pelo controle de um trono tão importante quanto o britânico, que ocorreu durante a segunda metade do século 11, apresentando até quatro candidatos diferentes, o que sem dúvida fará com que muitos se lembrem de Game of Thrones. No entanto, a história se concentra principalmente nos finalistas dessa disputa: Harold de Wessex e Guilherme da Normandia, este último interpretado justamente por Nikolaj Coster-Waldau, conhecido por seu papel como Jaime Lannister na série de Game of Thrones. Assim, Rei e Conquistador se concentra principalmente em desenvolver as histórias de fundo de ambos os personagens, apresentando suas famílias e seus conflitos internos. Ambos tiveram que lutar muito antes de seu confronto decisivo com seus diferentes inimigos. Por um lado, Harold de Wessex teve que se exilar da Inglaterra junto com seu pai e irmãos após um confronto com a autoridade real; por outro, Guilherme da Normandia cresceu em meio a constantes conflitos internos com a nobreza de seu ducado. Conflitos que fortaleceram ambos e que os levaram a serem, por um tempo, até mesmo companheiros de armas. Tudo isso é apresentado na série, mostrando os dois candidatos ao trono como — amigos? — que, devido às circunstâncias e a uma grande ambição desmedida, se viram obrigados a entrar em uma guerra de desfecho muito incerto. O grande problema Rei e Conquistador tem várias subtramas que permitem entender melhor os personagens e suas motivações. E, é claro, há também uma grande batalha com bastante tempo de tela que, na verdade, não foi mal filmada. O problema é que a produção da BBC, talvez por questões de orçamento ou por uma decisão muito ponderada no nível criativo, não busca se exibir nem se prolongar mais do que o necessário. Ela se limita mais a nos apresentar os fatos de forma direta, sem brincar com a curiosidade do espectador, e isso acaba jogando contra ela. Na série, por exemplo, é apresentado um terceiro grande candidato com muito potencial visual, mas com apenas algumas cenas. Isso pode fazer com que o espectador que venha de produções como Vikings se sinta decepcionado. É possível entender que os produtores também não queriam desperdiçar dinheiro. Mas a forma como certos momentos são narrados acaba por deixar a desejar. Tudo passa rápido. Entre a queda e a ascensão de Harold de Wessex, há poucas cenas; um irmão promete vingança e, logo em seguida, não há mais nada com que se preocupar. A obra perdeu a oportunidade de aprofundar uma história bastante interessante e se contentou em ser simplesmente um documentário dramatizado sobre a Batalha de Hastings e seu contexto mais próximo. Essa simplicidade também pode ter levado a algumas falhas de rigor histórico, de menor ou maior importância, em alguns temas. É claro que isso não precisa ser algo ruim. Às vezes, há séries que se prolongam demais e acabam perdendo o foco e o objetivo de divulgar um acontecimento específico da história. Seja como for, Rei e Conquistador é uma série bastante divertida e que "passa voando". Inscreva-se no canal do IGN Brasil no YouTube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, Threads, Bluesky, Instagram e Twitch!