Mercedes perdeu 4 das últimas 6 corridas, mas esperava estar sofrendo mais
31 Aug, 2026
Mercedes perdeu 4 das últimas 6 corridas, mas esperava estar sofrendo mais A Mercedes lidera os campeonatos de pilotos, com Kimi Antonelli, e de equipes, mas já há algumas corridas vive uma realidade bem diferente do domínio das seis vitórias seguidas das primeiras etapas do mundial. Isso porque seus rivais, principalmente Ferrari e McLaren, não param de trazer novidades para seus carros, enquanto o chefe do time alemão, Toto Wolff, diz que eles simplesmente não teriam dinheiro para produzir tantas peças quanto eles. É claro que dinheiro não falta para a Mercedes, que espera ser a primeira equipe na história da F1 a conseguir uma receita de mais de 1 bilhão de dólares em apenas uma temporada. A questão é que todas as equipes precisam seguir um teto de gastos para tudo o que traz performance ao carro, incluindo os salários e os recursos para projetar e fabricar peças. E a estratégia da Mercedes simplesmente foi diferente da adotada pelos rivais. A ideia sempre foi começar o ano com um projeto muito mais maduro e só ter que colocar mais performance no carro em duas grandes atualizações. A primeira delas estreou no Canadá. A segunda vai demorar pelo menos mais duas provas, mais provavelmente três. E o diretor de engenharia de pista, Andrew Shovlin, disse no podcast oficial da equipe que o plano está indo até melhor do que eles esperavam. Mesmo com as quatro derrotas nas últimas seis corridas. A gente se preocuparia se chegasse um ponto em que nós estivéssemos sendo batidos por uma margem maior do que a gente vê de melhora nas peças que estão indo para o túnel de vento e se a gente não tivesse uma resposta para isso. É por isso que estamos razoavelmente confiantes em dizer que a maior parte disso vem dessa questão de diferentes programas de atualização. Mas as brigas em que estamos no momento é o que esperávamos para esta parte do ano, honestamente. Talvez esteja sendo até um pouco melhor. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes Ou seja, perder essas corridas de certa forma faz parte da estratégia deles e o foco até a segunda e última grande atualização é conservar ao máximo a vantagem que eles abriram na primeira parte do campeonato. Foco é trazer a grande atualização depois do final da temporada europeia, provavelmente no GP da Malásia. Daqui até lá, a Mercedes entende que são desafios bastante únicos - Monza, a novidade Madri e outra pista de rua no Azerbaijão - então entender as particularidades de cada pista será importante para otimizar o resultado. Eles, aliás, não acham que tiraram tudo do carro em Zandvoort, ao mesmo tempo em que creditam a primeira posição no grid da sprint, conquistado por George Russell, em parte ao novo duto de freio que estrearam na pista holandesa, que ajudou na preparação dos pneus. Porém, na Itália, a Mercedes deve estar lutando pela vitória com apenas um carro: Kimi Antonelli vai largar do fundo do pelotão para pagar uma punição pela troca de sua unidade de potência, aproveitando uma pista em que deve ser fácil de ultrapassar (mais fácil, inclusive, que nos últimos anos) para se recuperar durante a corrida. Com a vantagem que os quatro maiores times têm atualmente em relação à concorrência, dá para apostar que Antonelli chega até com facilidade ao top 8 já na primeira parte da prova. Mas só poderia pensar em vitória caso ninguém consiga ter uma corrida limpa e sem trânsito na ponta. E é isso o que George Russell vai tentar fazer. O britânico, também, terá que pagar pelo menos uma punição por troca do motor aqui até o final do ano, resultado dos problemas de confiabilidade que a Mercedes teve na primeira metade. Até por isso é fundamental que ele vença em Monza para se manter efetivamente vivo no campeonato. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.