Com chegada da Niagara, Renault vai aposentar Oroch no Brasil
13 Sep, 2026
Aproveitando o evento de estreia da Niagara, ocorrido no último dia 10 de setembro, a Renault também confirmou algo que já circulava nos bastidores do setor: a Oroch, primeira picape da francesa por aqui, dará adeus quando a novata chegar ao mercado. As duas não irão conviver na gama da marca. Essa troca acontecerá já em novembro, quando a Niagara começa a ser vendida no Brasil. Produzida em Santa Isabel, na Argentina, ela chega maior, mais sofisticada e sempre com o motor 1.3 turbo, oferecendo câmbio manual ou automatizado de dupla embreagem e até tração 4x4 na versão Outsider. Picape era derivada do Duster e foi pioneira no segmento Apesar de pouca gente se lembrar, a Oroch chegou alguns meses antes da Fiat Toro ao mercado brasileiro e foi responsável por inaugurar um segmento até então inexplorado por aqui. Antes, quem queria uma picape menor do que uma Ford Ranger ou Chevrolet S10 tinha que recorrer às derivadas de hatches compactos, como Chevrolet Montana, Volkswagen Saveiro e Fiat Strada. Em comum, todas elas esbarravam nas limitações de tamanho, motorização e refinamento dos carros que as originaram, sem atender tão bem quem precisava de quatro portas ou câmbio automático, mas não queria o tamanho e custos das picapes médias com carroceria sob chassi. Com a Oroch - que inicialmente se chamava Duster Oroch -, a Renault tentou ocupar esse filão. A picape aproveitava muito do SUV, inclusive a base e os motores, mas ganhava entre-eixos maior e a caçamba de 683 litros, com capacidade para 650 kg. Na estreia, podia contar com o 1.6 16V e o 2.0 16V, este último inclusive com a opção do polêmico câmbio automático de quatro marchas AL4. Apesar do ineditismo, o modelo mudou relativamente pouco ao longo da carreira e chegou aos dias atuais ainda usando a mesma base do Duster de primeira geração. Sua maior transformação aconteceu na linha 2023, lançada em 2022, quando perdeu o sobrenome, ganhou interior modernizado e passou a oferecer o 1.3 TCe de 170 cv com câmbio CVT. Nem isso, porém, foi suficiente para mudar muito seu desempenho comercial. O motor turbo acabou deixando a linha posteriormente e, de janeiro a agosto deste ano, foram 7.302 unidades emplacadas. A Fiat Toro, principal rival que chegou depois dela, somou 37.407 no mesmo período. Niagara vai brigar entre as mais refinadas Fazendo o dever de casa onde sua antecessora pecou, a Niagara chegará ao mercado ainda em 2026 apostando em mais espaço, caçamba e refinamento herdado do Boreal. São 4,94 m de comprimento, 2,96 m de entre-eixos e 938 litros na caçamba, que pode levar até 654 kg. Por dentro, leva praticamente todo o painel do SUV, incluindo quadro de instrumentos de 10,2" e multimídia de 10,1" com Google Built-In. Todas as versões usarão o conhecido 1.3 turbo, com até 160 cv e 27,5 kgfm. A configuração de entrada terá câmbio manual de seis marchas, enquanto as demais usam a transmissão automatizada de dupla embreagem também de seis marchas. No topo da gama, a Outsider acrescenta tração 4x4, algo que a Oroch chegou a oferecer em outros mercados, mas nunca no Brasil. A Niagara também terá pacote amplo de assistentes de condução, com piloto automático adaptativo, frenagem automática, câmeras 360° e estacionamento automático, entre outros recursos. A eletrificação fica para 2027, quando a picape receberá uma versão híbrida que já está em desenvolvimento. Leia mais Renault Boreal 2027 terá potência de Niagara e deve receber Google Gemini Renault Niagara é maior ou menor que Toro, Maverick e Rampage? Já comparamos! Picapes em agosto: Fiat Toro cresce quase 80%, antes de a Renault Niagara chegar Nova Renault Niagara é apresentada com tração 4x4 e IA, mas híbrida apenas em 2027