MP denuncia Osmar Stabile e cobra R$ 1,2 milhão na Justiça
15 Sep, 2026
Promotoria acusa presidente do Corinthians de apropriação indébita continuada Foto: Reprodução/TV Corinthians O Ministério Público de São Paulo denunciou Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por crime de apropriação indébita continuada. De acordo com a Promotoria, o dirigente utilizou recursos do clube para custear despesas particulares relacionadas à sua segurança. Com isso, a Justiça vai analisar o caso. O promotor Cássio Roberto Conserino apresentou a denúncia, que envolve a contratação da Bear Security Ltda. A empresa teria atuado na segurança pessoal de Stabile, mas, de acordo com o Ministério Público, não possui autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço. A apuração aponta ainda que o Corinthians seria seu único cliente desde a criação. MP pede bloqueio de bens do presidente do Corinthians De acordo com a denúncia, os pagamentos à empresa começaram em julho de 2025, antes mesmo de Stabile assumir a presidência do Corinthians. O contrato formal entre a Bear Security e o clube, porém, só teria sido assinado em março de 2026. A Promotoria também aponta que a empresa está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que já faziam a segurança do dirigente. O Ministério Público pede que Stabile devolva R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians. Além disso, a Promotoria solicita o pagamento de outros R$ 540.895,99 por danos morais, valor calculado em 75% do prejuízo material. Para garantir eventual ressarcimento, o órgão também pediu o bloqueio de bens do presidente. Além disso, a Promotoria apresentou ainda uma série de medidas cautelares contra Stabile durante o andamento do caso. Entre os pedidos estão a proibição de acesso às dependências do Corinthians e a restrição de contato com testemunhas e outros dirigentes. O MP também quer suspender qualquer função de representação institucional exercida pelo presidente. Outro pedido apresentado à Justiça é a proibição de Stabile deixar o país sem autorização judicial. Para justificar as medidas, Cássio Roberto Conserino afirmou que a investigação encontrou indícios de gestão temerária e possível desvio de finalidade e recursos. O promotor também pretende encaminhar o material à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. “Ressalte-se que, embora a intervenção judicial em entidade associativa constitua medida de natureza cível alheia à jurisdição penal, os elementos colhidos nesta investigação revelam indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians. Não por outra razão oficiaremos a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com o objetivo de municiá-los”, citou Cássio Roberto Conserino.