Diniz lamenta eliminação do Corinthians e prega apoio para Memphis após pênalti perdido
17 Sep, 2026
Diniz lamenta eliminação do Corinthians e prega apoio para Memphis após pênalti perdido Na noite da última quarta-feira, o Corinthians se despediu da Copa Libertadores ao ser derrotado para o Estudiantes, por 1 a 0, dentro da Neo Química Arena. Fernando Diniz avaliou o confronto com o Estudiantes e comparou a partida com os duelos diante do Rosario Central, destacando o equilíbrio e a dificuldade encontrada pelo Corinthians para criar oportunidades. "Foi um jogo difícil. Os confrontos contra o Rosario Central e contra o Estudiantes foram parecidos, tanto o jogo de lá quanto na volta. Eu sabia que seria um jogo difícil, não acho que o time se acovardou. O time não estava encontrando soluções para poder furar a defesa. Foi um jogo muito equilibrado e de poucas oportunidades. Poucas finalizações, poucas chances para os dois times, como foi o do Rosario enquanto estavam 11 contra 11", iniciou Diniz em coletiva de imprensa. O técnico também explicou a escolha de Memphis para cobrar a penalidade nos minutos finais e afirmou que o atacante era um dos cobradores definidos pela comissão técnica, ao lado de Rodrigo Garro. "Ele é o batedor. Ele bate. Batedor são ele e o Garro. Se tivesse cobrança de pênalti, ele e o Garro, um dos dois ia bater o primeiro pênalti, outro ia bater o segundo, se a decisão fosse para os pênaltis. Então, o provável batedor era ele. Ele que treina, ele e o Garro. Então, não teve nada que ele pegou a bola porque ele quis bater. Ele é um cara que é acostumado a bater pênalti, assim como o Garro. Qualquer um dos dois poderia bater", explicou. Com a penalidade desperdiçada, a relação de "lua de mel" entre Memphis e a torcida chegou ao fim. Diniz saiu em defesa do camisa 10 após o pênalti e ressaltou a importância de manter o apoio ao jogador, lembrando o contexto e o peso da cobrança para o Corinthians. "Eu acho que teve muito serviço prestado pelo clube, teve a coragem de bater o pênalti. É sempre difícil pegar uma bola para bater o pênalti, aos 50 minutos, quartas de final de Libertadores, um dos jogos mais importantes da história do clube, na realidade, no jogo de hoje. O Corinthians tem 116 anos e tem só uma Libertadores conquistada, e todo mundo, a gente falou disso o tempo todo", acrescentou. "E a gente vai estar junto com ele sempre. Perdeu todo mundo, não perdeu só por conta do gol, nós tomamos um gol que a gente podia ter evitado, a gente não conseguiu produzir muito, e obviamente que o pênalti no final da partida acaba atraindo todos os holofotes para ele, mas ele é um jogador que aguenta esse tipo de situação, um jogador experiente. No vestiário, isso a gente já falou, está todo mundo junto nessa", comentou. Por fim, o treinador revelou que teve um breve contato com Memphis depois da partida e falou sobre o estado emocional do atacante após desperdiçar a cobrança decisiva. "Não teve muita conversa, eu abracei o Memphis, e o cara está se sentindo a pior pessoa do mundo nesse momento, porque parece que caiu tudo sobre ele, e não é assim. No fundo bater pênalti o cara tem que ter muita coragem para bater, e ele tem a coragem para bater e errou, e erra esse pênalti, quantos jogadores estrelados que a gente tem na história do futebol mundial erraram pênaltis importantes, e hoje foi o dia dele errar", concluiu. Com ou sem Memphis, o Corinthians retorna aos gramados já neste domingo. O Timão enfrenta o Fluminense, às 16h, novamente na Neo Química Arena, pela 28a rodada do Campeonato Brasileiro. Este será o último duelo antes da Data Fifa que terá duração até o início de outubro.