Como valorizar o outro, se ignoramos nossa própria dor?
17 Sep, 2026
Como valorizar o outro, se ignoramos nossa própria dor? O Diário - 17 de setembro de 2026 Ana Paula Ferreira Pós-graduada em Sociologia da Educação e Cultura Compartilhar Estava refletindo sobre o que nos leva a desvalorizar o outro ser humano. E lembrei do documentário chamado “I Am: você tem o poder de mudar o mundo” do diretor Tom Shadyac. Ele é um diretor famoso por fazer filmes de comédia, muito rico, que passa por um acidente com uma recuperação muito difícil, e o faz repensar em sua vida, e sai em uma jornada para falar com líderes intelectuais e espirituais sobre o que há de errado com nosso mundo, dialogando sobre ações que podemos fazer para melhorar a nós mesmos e o modo como vivemos no mundo. E me chamou a atenção, o documentário estar na categoria drama, pois o conceito de drama no cinema, na televisão e na literatura, é considerado ficção. E me pergunto, como pode ser considerado ficção, se o conceito é uma categoria que retrata experiências humanas sérias, conflitos emocionais, investiga as emoções e relacionamentos de forma realista e impactante, e os enredos geram empatia, reflexão ou comoção no público, questionando sobre moralidade, perdas, amor, dilemas sociais e o crescimento pessoal? Mas, ao lembrar da frase: “Pode parar com esse drama! ou “Que exagero, que drama! (passando o mertiolate)”, me recordo do sentimento de solidão com a minha própria dor, e entendi que fomos criados para ignorar os nossos próprios sentimentos. E se não fomos ensinados a acolher as nossas próprias dores, como vamos compreender a dor do outro? Autoconhecimento é cura, é fazer faxina no umbigo. Ouse se olhar.