Virginia pode ter passado até 250 horas em voos. Saiba os riscos!
22 Sep, 2026
Entre aeroportos, compromissos e destinos internacionais, Virginia Fonseca pode ter passado boa parte de 2026 dentro de aviões. Uma estimativa baseada nas viagens divulgadas pela influenciadora aponta entre 180 e 250 horas de voo ao longo do ano. O período equivale a aproximadamente 7,5 a 10,5 dias completos no ar. No entanto, o cálculo não representa um levantamento oficial de todos os deslocamentos da empresária. Ainda assim, a rotina movimentada levanta uma questão importante: como tantas horas de viagem, mudanças de fuso e alterações no sono podem afetar a saúde cardiovascular? Rotina internacional aumenta o tempo longe de casa Durante o relacionamento com Vini Jr., Virginia dividiu parte de sua rotina entre o Brasil e Madri. Uma viagem de ida e volta entre os dois países pode superar 20 horas de voo. Além disso, destinos como Dubai, Itália e Espanha apareceram entre os deslocamentos compartilhados pela influenciadora. A sequência de viagens pode exigir adaptações frequentes nos horários de descanso, alimentação e compromissos. Para a Dra. Bárbara Fagundes, cardiologista titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e ecocardiografista pelo Departamento de Imagem Cardiovascular (DIC), a prevenção depende de diferentes fatores. “Hoje, a maioria das pessoas sabe que precisa se alimentar melhor, fazer atividade física, dormir bem, controlar o estresse e acompanhar a pressão e o colesterol. O grande desafio é conseguir colocar tudo isso em prática dentro da realidade de cada pessoa”, explica. Exercícios não anulam os efeitos de uma rotina irregular Virginia costuma mostrar sua dedicação aos treinos nas redes sociais. Entretanto, a prática de atividade física representa apenas uma parte dos cuidados com o coração. Longos períodos sentada durante os voos, sono desregulado, mudanças de fuso e alterações na alimentação também integram a rotina de quem viaja constantemente. O jet lag, por exemplo, acontece quando o relógio biológico precisa se adaptar a um novo horário. Com deslocamentos frequentes, manter um padrão regular de sono pode se tornar mais difícil. “Dormir mal, apresentar distúrbios do sono ou permanecer submetido a níveis elevados de estresse de forma persistente também pode interferir na saúde cardiovascular”, afirma Bárbara. Segundo a especialista, alterações do sono, como a apneia obstrutiva, podem estar associadas à hipertensão, a mudanças metabólicas e ao aumento do risco cardiovascular. Horas dentro do avião exigem atenção à imobilidade Além do descanso, o tempo prolongado na mesma posição merece atenção. Em voos longos, permanecer sentado por muitas horas favorece a estase venosa e pode elevar o risco de trombose em pessoas predispostas. O risco, contudo, varia conforme as condições individuais. Viajar frequentemente não significa, por si só, que uma pessoa desenvolverá um problema cardiovascular. Por isso, a aparência física não permite avaliar sozinha a saúde do coração. Mesmo quem mantém uma rotina de exercícios precisa observar sono, estresse, alimentação e fatores de risco pessoais. “Quando o paciente é acompanhado de perto, conseguimos identificar suas dificuldades específicas, estabelecer metas possíveis, acompanhar a evolução e ajustar a estratégia ao longo do caminho”, destaca a médica. Prevenção precisa acompanhar a realidade de cada pessoa Para quem vive entre aeroportos, alguns cuidados podem ajudar a reduzir os impactos de uma rotina intensa. Entre eles estão manter a atividade física, cuidar da hidratação e evitar longos períodos de imobilidade. Também é importante proteger o sono sempre que possível e realizar acompanhamento médico conforme os fatores de risco individuais. “Cuidar do coração não é apenas prescrever medicamentos ou solicitar exames. É ajudar o paciente a construir uma rotina que proteja sua saúde ao longo dos anos”, conclui Bárbara. Assim, a estimativa de até 250 horas de voo atribuída à rotina pública de Virginia serve como ponto de partida para uma discussão mais ampla. A saúde cardiovascular depende do conjunto de hábitos diários, e não apenas do tempo dedicado aos exercícios físicos. É jornalista formada pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Assessoria de Imprensa pela Estácio de Sá. Ela é nosso braço firme no Rio de Janeiro e integra a equipe de OFuxico desde 2003. @flaviacirino