Quais as caras novas das principais seleções para 1a Data Fifa pós-Copa?
23 Sep, 2026
Quais as caras novas das principais seleções para 1a Data Fifa pós-Copa? Resumo O Brasil inicia nesta sexta-feira, contra a Austrália, seu ciclo preparatório para a Copa-2030 com dez jogadores que jamais vestiram a camisa da seleção principal e mais seis nomes que não estiveram no último Mundial. Mas será que essa tendência de profunda renovação de elenco é geral? Ou não passa de uma decisão fora da curva tomada por Carlo Ancelotti? O "Blog do Rafael Reis" deu uma vasculhada nas convocações de oito das principais seleções do planeta para esta Superdata Fifa e mostra o perfil e as novidades de cada uma delas para este início de novo ciclo. ESPANHA: Como esperado, a nova campeã mundial manteve boa parte do elenco que chegou ao degrau mais alto do futebol há pouco mais de dois meses. A principal novidade da lista de Luis de la Fuente é o retorno do meia Fermín López, que perdeu a Copa devido a problemas físicos e agora chega embalado pelo sucesso do Barcelona neste começo de temporada. A convocação tem ainda dois estreantes, o lateral direito Iván Fresneda (Sporting) e o centroavante Roberto Fernández (Espanyol). O goleiro Josep Martínez (Inter de Milão) e o zagueiro Dean Huijsen (Real Madrid) são outras caras novas, embora já tenham jogado pela Roja. ARGENTINA: O torcedor argentino terá o prazer de ver pela última vez Lionel Messi defendendo a seleção pela qual disputou três finais de Copas (ganhou uma e foi vice em duas). E o fim desse ciclo representa também um novo começo para os albicelestes, que têm nada menos que nove estreantes nesta convocação: os zagueiros Valentín Gómez (Betis) e Tomás Palacios (Estudiantes), o lateral esquerdo Román Vega (Zenit São Petersburgo), os meias Tobias Andrada (River Plate), Equi Fernández (Bayer Leverkusen) e Santiago Simón (Toluca), além dos atacantes Santiago Castro (Roma), Matías Soulé (Roma) e Leonel Flores (Boca Juniors). As promessas Franco Mastantuono (Fiorentina) e Gianluca Prestianni (Benfica), de ótimo começo de temporada, também estão de volta, assim como o lateral palmeirense Agustín Giay. INGLATERRA: Thomas Tuchel voltou atrás na maior polêmica da sua lista para a Copa e agora convocou os astros Trent Alexander-Arnold (Real Madrid) e Cole Palmer (Chelsea). No entanto, só o primeiro permanece na seleção, já que o meia-atacante teve de ser cortado por lesão. Outra novidade importante da relação é a presença do ainda jovem Myles Lewis-Skelly, de 19 anos, ex-lateral esquerdo que foi transformado em jogador de meio-campo e tem deixado o brasileiro Bruno Guimarães no banco do Arsenal. Curiosamente, a chamada inglesa não conta com nenhum jogador convocado pela primeira vez. FRANÇA: Zinédine Zidane já iniciou seu trabalho nos "Bleus" deixando claro que tem ideias diferentes das de Didier Deschamps, que treinou a seleção durante 14 anos. É claro que nomes como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise continuam, mas eles ganharam a companhia de seis jogadores que nunca vestiram a camisa da seleção. O centroavante Esteban Lepaul, artilheiro da Ligue 1 passada pelo Rennes, e o Jérémy Jacquet, que já chegou ao Liverpool como titular, são as novidades mais esperadas de uma relação que tem ainda os goleiros Jean Butez (Como) e Guillaume Restes (Toulouse), o ala direito Andy Diouf (Inter de Milão) e o meia Lucas da Cunha (Como). ALEMANHA: Uma revolução. Thomas Tuchel resolveu iniciar sua passagem pela seleção germânica com uma lista gigante, com 44 convocados, porque deseja conhecer o maior número possível de jogadores. E nada menos do que 15 desses nomes ainda não tiveram uma oportunidade na equipe nacional. De todos eles, quem mais desperta atenção é o meia-atacante Said El Mala, de 20 anos, que joga no Colônia. Os goleiros Jonas Urbig (Bayern de Munique) e Noah Atubolu (Eintracht Frankfurt) também são peças importantes da renovação, já que se apresentam como fortes candidatos para a sucessão de Manuel Neuer, que se aposentou da seleção. ITÁLIA: Depois de não se classificar para as últimas três Copas, a Azzurra deu início ao seu "projeto 2030" já na Data FIfa de junho, quando usou uma seleção formada basicamente por jovens estreantes. Um dos nomes mais promissores desta jovem safra é o meia-atacante Samuele Inácio, do Borussia Dortmund, que é filho de um brasileiro e poderia vestir a camisa canarinho. Na convocação deste mês, os nomes mais conhecidos e experientes voltaram. Mesmo assim, ainda há nove estreantes, como os laterais Michael Kayode (Brentford) e Matteo Ruggeri (Aston Villa), o meia-atacante Antonio Vergara (Napoli) e o centroavante Sebastiano Esposito (Sassuolo). HOLANDA: Agora comandada por Xavi Hernández, craque lendário do Barcelona, a Holanda está em busca de caminhos para voltar a brigar no escalão mais alto do futebol mundial, o que não aconteceu nos últimos anos. Uma das primeiras providências tomadas por seu novo técnico foi não convocar Memphis Depay, astro do Corinthians e maior artilheiro da história da seleção laranja. Para o seu lugar, foi chamado um estreante, Mexx Meerdink, do AZ Alkmaar. O meia Gjivai Zechiel (Feyenoord) e o ponta Ruben van Bommel (PSV Eindhoven) são os outros jogadores que podem ter uma primeira vez pela Holanda nesta janela de partidas. PORTUGAL: Ao contrário de Messi, Cristiano Ronaldo não resolveu se aposentar da seleção e deve continuar defendendo seu país até junho, quando provavelmente encerrará a carreira. E, claro, o veterano de 41 anos entrou na lista inaugural de Jorge Jesus, que já foi seu treinador no Al-Nassr. A primeira convocação do antigo comandante do Flamengo tem só um estreante, o goleiro Samuel Soares, do Benfica. O meia-atacante Fábio Silva, que começou com tudo sua jornada pelo Borussia Dortmund, é outra cara nova, embora já tenha jogado uma vez pela seleção. Superdata Fifa A primeira Data Fifa pós-Copa terá um formato diferente do ao qual os torcedores estão acostumados. Ela terá duração de 16 dias (começou na última segunda-feira e vai até 6 de outubro), o que permitirá que cada seleção possa disputar até quatro partidas no período -o Brasil optou por jogar três vezes, todas nas casas dos seus adversários, Austrália e Índia. Foi justamente para fundir os tradicionais períodos destinados às seleções de setembro e outubro que a Superdata Fifa foi criada. O objetivo é diminuir o número de vezes que os jogadores ficam a serviço dos times nacionais e, assim, agradar os clubes, especialmente os da elite europeia. Essa mudança valerá pelos próximos quatro, já que foi aprovada para o calendário do futebol internacional no ciclo que se encerra na Copa-2030. Por enquanto, outras Datas Fifa da temporada (novembro, março e junho) continuam com o formato convencional, com menos dias e partidas. Só a de setembro/outubro que é exceção. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.