Olho nelas: 7 seleções que merecem sua atenção no ciclo da Copa-2030
26 Sep, 2026
Olho nelas: 7 seleções que merecem sua atenção no ciclo da Copa-2030 Resumo O Brasil iniciou o ciclo preparatório para a Copa do Mundo-2030 com um resultado abaixo do esperado: um empate por 1 a 1 com a Austrália, arrancado já nos acréscimos, graças a um gol salvador de Rayan. Mas a seleção pentacampeã mundial não é a única opção para o torcedor acompanhar ao longo dos próximos quatro anos. Pelo contrário, há várias outras equipes que, pelos mais variados motivos, acabam despertando mais atenção do que Vinícius Jr., Raphinha, Estêvão e cia. O "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo sete seleções que merecem ser vistas de perto durante esse ciclo. Algumas realmente "estão voando", outras passam são promessa de fortes emoções por estarem passando por momentos decisivos. ALEMANHA 21 participações em Copa (a última, em 2026) Melhor campanha: 4 vezes campeã (1954, 1974, 1990 e 2014) Em 2026: caiu na primeira rodada dos mata-matas Depois que meteu 7 a 1 no Brasil e se sagrou tetracampeã mundial, a Alemanha nunca mais fez uma campanha digna da sua história em Copas. Foram duas eliminações na fase de grupos e uma queda no primeiro confronto eliminatório que encontrou até que a DFB resolveu "apelar" e contratar um dos treinadores mais importantes deste século. Jürgen Klopp, que redesenhou o jeito de se jogar futebol no Borussia Dortmund e no Liverpool, chegou com carta branca para mudar tudo que for necessário e colocar os germânicos novamente no caminho certo. Logo na primeira Data Fifa, já deixou claro que não será um "qualquer" no ambiente das seleções e convocou 44 jogadores. É cedo para dizer se a nova Alemanha dará certo ou errado, mas certamente ela proporcionará muito entretenimento. MARROCOS 7 participações em Copa (a última, em 2026) Melhor campanha: 4ª posição (2022) Em 2026: caiu nas quartas de final Depois de emendar as duas melhores campanhas da sua história, Marrocos já deixou de ser uma novidade no cenário internacional. A boa notícia, para quem gosta dos Leões de Atlas, é que o sucesso da seleção norte-africana não parece ser coisa de uma geração apenas. Pelo contrário, o crescimento marroquino, muito calcado na prospecção de jovens descendentes espalhados pelas bases europeias, tem toda cara de ser sólido e de ainda não ter atingido o topo. O país é o atual campeão mundial sub-20 e deve levar os responsáveis pelo feito à seleção principal durante esse ciclo. Olho em Othmane Maamma, meia-atacante do Watford, que ficou com a Bola de Ouro do torneio júnior da Fifa. GRÉCIA 3 participações em Copa (a última, em 2014) Melhor campanha: oitavas de final (2014) Em 2026: não pegou nem repescagem nas eliminatórias europeias Depois da "ótima geração" da Bélgica, que foi semifinalista da Copa-2018 e chegou a liderar o ranking da Fifa, e da Noruega, que impressionou dentro de campo e nas arquibancadas no Mundial-2026, agora é a vez da Grécia. A seleção ainda não tem resultados expressivos que a credenciam a ser a bola da vez no cenário internacional. Mas sua nova safra de jogadores já começou a fazer barulho em alguns dos principais times e campeonatos do planeta. Christos Tzolis, o craque dessa geração, mal foi contratado pelo Arsenal e já virou titular da linha de frente dos "Gunners". Charalampos Kostoulas (Brighton), Konstaninos Karetsas e Giannis Konstantelia (Borussia Dortmund), além de Kontantinos Tzolakis (Hull City), todos ainda sub-23, também são tratados como talentos acima da média. EQUADOR 5 participações em Copa (a última, em 2026) Melhor campanha: oitavas de final (2006) Em 2026: caiu na primeira rodada dos mata-matas O Equador já se consolidou como terceira força no futebol de clubes da América do Sul e é quem mais tem dado trabalho para as equipes de Argentina e Brasil. Já no universo das seleções, ainda faltam campanhas mais expressivas em Copas Américas e Mundiais para requerer esse posto. A questão é que essas jornadas de sucesso parecem ser mera questão de tempo para um país que não para de produzir e exportar jovens talentos para clubes de ponta da Europa. Na última janela de transferências, o Borussia Dortmund contratou o meia Justin Lerma, de 18 anos. Já os gêmeos Hólger e Edwin Quintero, ambos do Independiente del Valle, está só esperando a maioridade para se mudarem para o Arsenal. NORUEGA 4 participações em Copa (a última, em 2026) Melhor campanha: quartas de final (2026) Em 2026: caiu nas quartas de final Não existe motivo para acreditar que o sucesso da turma de Erling Haaland tenha acabado junto com a última Copa. Sensação dos gramados (e das arquibancadas) da América do Norte e responsável pela eliminação do Brasil, a Noruega tem tudo para continuar peitando as seleções mais tradicionais nos próximos quatro anos. Afinal, seus dois protagonistas têm idade suficiente para continuar em alta ao longo desse ciclo -Haaland tem 26 anos e Martin Odegaaard, 27. E boa parte dos seus principais parceiros, especialmente os do setor ofensivo, é até mais jovem. GEÓRGIA Nunca participou de Copas Em 2026: não pegou nem repescagem nas eliminatórias europeias É verdade que os georgianos não têm lá grande tradição no futebol, embora tenham feito parte da antiga União Soviética, que chegou a ser quarta colocada na Copa-1966. Só que eles contam hoje com um dos melhores jogadores do mundo. Khvicha Kvaratskhelia não só foi vencedor das duas últimas edições da Champions, como teve papel determinante em ambas as conquistas do Paris Saint-Germain. Se jogasse por uma seleção mais expressiva e conseguisse representar seus país em competições de primeiro escalão, o ponta esquerda poderia ser até mesmo um candidato à Bola de Ouro. Além disso, a Geórgia ainda está invicta em 2026. Ou seja, tem algo de bem interessante rolando no Leste Europeu. ITÁLIA 18 participações em Copa (a última, em 2014) Melhor campanha: 4 vezes campeã (1934, 1938, 1982 e 2006) Em 2026: perdeu na final da repescagem europeia Está cada vez mais difícil tratar a Itália como potência do primeiro escalão do futebol mundial. E, caso falhe em se classificar para a Copa pela quarta vez consecutiva, sua tradição pesará ainda menos na hora da escolha de quais são as grandes forças o planeta. É esse o peso, o de defender o legado de um país que só levantou a taça mais desejada do globo menos vezes que o Brasil, que a atuação geração da Azzurra carrega. Para tentar sair desse buraco histórico no qual se meteu, a Itália agora posa pesado em jogadores mais jovens, como Pio Esposito (Inter de Mlião), Issa Doumbia (Sporting), Michael Kayode (Brentford) e o ítalo-brasileiro Samuele Inácio (Borussia Dortmund). Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.