Estrangeiros e bets: Fla vê derrotas em articulações na CBF e em Brasília
26 Sep, 2026
Resumo Capitaneado por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, o Flamengo viu, nos últimos dias, derrotas em articulações de bastidores na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e também em Brasília. O clube da Gávea se posicionou publicamente e se tornou uma das vozes contra a Medida Provisória que proíbe bets no Brasil, assinada ontem pelo presidente Lula. Em nota oficial publicada no começo da tarde, o Rubro-Negro atacou a iniciativa, salientando o impacto financeiro. "Uma decisão dessa dimensão afeta o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos", diz trecho. O governo anunciou a MP em evento em São Paulo. Dario Durigan, ministro da Fazenda, informou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei, em regime de urgência, para punir quem promover apostas online no país. O Fla tem, atualmente, um contrato com a casa de apostas Betano. Anunciado em agosto do ano passado, o acordo é de R$ 250 milhões fixos por ano envolvendo propriedades além da camisa e vai durar por 40 meses. No total, o acordo pode chegar a R$ 268 milhões anuais com metas. Revés na CBF Anteriormente, o Rubro-Negro já havia levantado bandeira — ao lado do Bahia — contra a redução gradual no limite máximo de estrangeiros em jogos das Séries A e B do Brasileirão a partir do ano que vem. Bap fez discurso contra a proposta e indicou como alternativa que o limite de estrangeiros fosse reduzido para oito e o tema voltasse à pauta ao fim da próxima temporada. A ideia não foi à frente e a sugestão inicial da CBF foi aprovada em reunião no último dia 21. O presidente rubro-negro também queria que fosse votada a queda do limite de 12 jogos para que um jogador seja transferido entre clubes da Série A. A confederação, porém, apontou que o tema não estava em discussão naquela reunião. Na visão da cúpula do clube da Gávea, a medida não vai evitar a saída precoce de jogadores brasileiros e fará com que talentos sul-americanos que não vão para a Europa e hoje migram em grande volume para o futebol brasileiro, tenham outros destinos, fortalecendo adversários de competições sul-americanas. Atento à política nacional O debate sobre o veto às bets não foi o primeiro envolvendo a política nacional que o Flamengo se posicionou. Em fevereiro, a diretoria criou um movimento chamado "Amigo do Esporte". O projeto joga luz em itens da Reforma Tributária que colocaram fim em isenções fiscais para associações sem fins lucrativos, e que geram um aumento significativo de carga tributária sobre receitas esportivas. À época, a grande reclamação do Rubro-Negro era que os clubes associativos eram tributados em 11%, enquanto as SAFs em apenas 6%. Às vésperas da Supercopa do Brasil, Bap teve reuniões com lideranças políticas em Brasília. O argumento era de que esse desequilíbrio seria injusto pelo fato das associações terem compromissos sociais de formação, enquanto as SAFs, não. O mandatário do Fla afirmou que o impacto direto dessas mudanças seria nos esportes olímpicos, com o corte de custos nestas modalidades. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.