“Dark Horse” ou Nossa Senhora Aparecida: saiba qual caso movimentou mais as redes

admin
28 Sep, 2026
Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução A notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso chegasse à Presidência perdeu força nas redes sociais e teve alcance inferior ao do caso Dark Horse. A controvérsia colocou a campanha do parlamentar na defensiva na reta final do primeiro turno contra o presidente Lula (PT). Com informações da Folha de S.Paulo . O volume de citações ao tema religioso caiu mais de 50% entre a sexta-feira (25), quando o assunto atingiu seu pico, e o domingo (27). A consultoria Bites contabilizou 591 mil menções na sexta, 399 mil no sábado (26) e 273 mil no domingo. Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral e publicou nove vídeos para negar a informação. Aliados de Lula, entre eles a primeira-dama Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato Fernando Haddad (PT) e a candidata Simone Tebet (PSB), exploraram o assunto em publicações e atos voltados ao eleitorado católico. O ministro Flávio Dino, do STF, anulou a decisão do ministro André Mendonça que proibia postagens sobre o caso. Mesmo após a medida, o assunto continuou em queda: os posts monitorados pela Bites passaram de 33 mil às 14h para 20 mil às 17h de domingo. Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em cartaz do filme ‘Dark Horse’ – Reprodução Dados indicam distância em relação ao desgaste do áudio Na medição da Palver, a repercussão sobre a santa chegou a 2.310 menções por milhão de palavras no X, equivalente a 36,5% do teto registrado pelo vazamento do áudio ligado ao filme “Dark Horse”. No episódio anterior, Flávio pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A diferença cresceu em outras plataformas. Enquanto o caso Dark Horse alcançou 87,6% do teto no WhatsApp, 75,7% no TikTok e 100% no YouTube, as informações sobre Nossa Senhora Aparecida atingiu 9,4% no WhatsApp e 14,6% no TikTok. Em TV e rádio, o tema ficou em faixa baixa, com 2,1% e 2,3%, respectivamente. Para Felipe Bailez, presidente da Palver, o perfil mais politizado do X pode ampliar debates que não chegam com a mesma intensidade ao público de outras redes. Dados do Cetic.br apontam que 16% dos usuários de internet no Brasil acessam o X diariamente, ante 73% no Instagram e no YouTube e 91% no WhatsApp. As buscas por “Nossa Senhora Aparecida” no Google saltaram de uma média de 15 mil por dia para 69 mil na sexta-feira (25), alta de 358,7%, conforme levantamento da Tunad.