LED de nanofios não esquenta porque emite toda a luz que produz
28 Sep, 2026
Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/09/2026 LED de nanofios Um novo tipo de LED fabricado com nanofios finos e ramificados apresentou uma eficiência significativamente maior e custos de produção mais baixos do que a tecnologia atual dos diodos emissores de luz. Como os nanofios permitem um controle preciso da local onde a luz é gerada na estrutura do componente, torna-se possível minimizar as perdas, que normalmente limitam a quantidade de luz que sai do LED, ou seja, sua luz utilizável na prática. Nos semicondutores usados nos LEDs comuns, como aqueles nas lâmpadas encontradas na maioria das residências, uma grande proporção da luz gerada fica retida dentro do material, devido ao que é conhecido como reflexão interna total. Esse fenômeno faz com que apenas uma parte da luz gerada seja de fato emitida para o exterior. Yue Zhao e colegas da Universidade de Lund, na Suécia, tiveram então uma ideia: Fabricar o material emissor de luz na forma de nanofios, o que permite controlar precisamente onde a luz é emitida, de modo a evitar o problema da reflexão interna. "Se as estruturas forem feitas suficientemente finas, mais finas que o comprimento de onda da luz, a luz não poderá ficar retida dentro do material da mesma forma. Teoricamente, isso pode permitir uma emissão de luz muito alta. Em princípio, será possível liberar praticamente toda a luz," detalhou o professor Magnus Borgstrom, coordenador da equipe. Toda a luz sai Os nanofios são o elemento central da tecnologia, nos quais um núcleo central é usado para injetar portadores de carga, enquanto a emissão de luz ocorre em finas ramificações laterais. O truque está em projetar o núcleo de forma que ele próprio não emita luz. Os pesquisadores conseguiram isto, demonstrando que a luz é de fato gerada nas ramificações, e não por qualquer processo envolvendo o núcleo. "Essa era uma questão importante para nós. Nossos resultados mostram que a luz é gerada precisamente onde queremos, o que é crucial para o funcionamento da tecnologia," explicou Zhao. Embora a tecnologia ainda esteja em fase de pesquisa, e longe de atingir a eficiência dos LEDs comerciais, os pesquisadores estão entusiasmados com seu potencial. A maior eficiência - mais luz gerada com a mesma eletricidade injetada no componente - é o grande trunfo, mas também há outras vantagens, como o fato de que estruturas produzidas em nanoescala usam menos material, o que implica que os custos de fabricação serão menores, e de que os LEDs esquentarão menos. Além disso, nos materiais usados nos LEDs atuais, apenas cerca de 4% da luz é emitida no componente bruto, e extrair o restante da luz exige um caro tratamento superficial. Se a nova tecnologia se mostrar escalonável para o nível industrial, será possível evitar esses processos adicionais, levando a LEDs mais eficientes e ainda mais baratos.