Corinthians de Diniz está perto de repetir série que vitimou Dorival
29 Sep, 2026
Fernando Diniz está a um jogo de igualar sequência sem vitórias do antecessor no Brasileirão Rodrigo Coca/Agência Corinthians O Corinthians acumula uma sequência de resultados ruins no returno do Campeonato Brasileiro que se assemelha à vivida no mesmo trecho do primeiro turno. Caso não vença o Internacional, na próxima rodada, Fernando Diniz chegará a sete partidas sem vencer na competição, exatamente o mesmo número e diante do mesmo adversário que levaram à demissão de Dorival Júnior, seu antecessor no cargo. Com seis derrotas consecutivas, o Timão não vence desde o dia 9 de agosto, quando fez 2 a 0 no Red Bull Bragantino, fora de casa, pela 22ª rodada. O panorama emula o visto meses atrás. Após superar a equipe de Bragança também por 2 a 0, no dia 12 de fevereiro, pela 3ª rodada, o Timão ficou sem vencer nos sete jogos seguintes. A gota d´água veio após derrota para o Inter por 1 a 0, na Neo Química Arena, que significou a pior série sem triunfos na competição. Atualmente, o Corinthians ocupa a 14ª colocação, com 32 pontos, a três da zona do rebaixamento. Antes de enfrentar o Internacional, no primeiro turno, o Timão estava em 15º, com a mesma diferença na pontuação para o Z4. Assim como agora, a equipe vinha de derrota para o Fluminense por 3 a 1. Ou seja, até nos placares há coincidências negativas. Com Dorival, jejum foi maior na temporada e títulos não bastaram Em 5 de abril, o Corinthians anunciou a demissão de Dorival Júnior. Com menos de um ano no cargo, o treinador perdeu o emprego mesmo após levar o clube a dois títulos (Copa do Brasil de 2025 e Supercopa do Brasil de 2026). O presidente Osmar Stabile e o executivo de futebol Marcelo Paz optaram por encerrar o trabalho do treinador após uma série de nove partidas sem vencer. Além das sete partidas do Brasileirão, o período fatídico para Dorival contou com os dois últimos jogos da equipe no Paulistão. Nas quartas de final, houve um empate com a Portuguesa e classificação nos pênaltis. Já nas semifinais, o Corinthians foi eliminado ao perder por 1 a 0, no interior paulista. A sequência negativa geral de Fernando Diniz é de sete jogos – cinco pelo Brasileirão e dois pela Libertadores. Após a derrota para o Cruzeiro, a primeira das seis seguidas na competição nacional, o Timão fez 1 a 0 no Rosario Central, pelas oitavas do torneio continental. Esse foi o último triunfo da equipe, em 20 de agosto. Depois, além de cinco reveses no Campeonato Brasileiro a equipe caiu na Libertadores após um empate e uma derrota para o argentino Estudiantes, dando fim ao sonho de voltar às semifinais após 14 anos. Maior série de derrotas em 20 anos pressiona Fernando Diniz Embora no todo o jejum com Dorival Júnior tenha sido pior, a série de seis derrotas consecutivas no Brasileirão fez Fernando Diniz ostentar uma marca negativa que o Corinthians não experimentava há 20 anos. Em 2006, com Geninho, o clube também acumulou meia dúzia de reveses, o recorde alvinegro na era dos pontos corridos. Antes do jogo contra o Internacional, no primeiro turno, o Timão também vinha de seis partidas sem vencer no campeonato. Porém, havia empatado quatro desses duelos – contra Cruzeiro, Coritiba, Chapecoense e Santos (adversários que o derrotaram no returno). “Acho que esse recorte de 40 dias é o pior trabalho da minha carreira. Se pegar o restante, estava entre os melhores. Foi uma montanha-russa em termos de resultado”, declarou Fernando Diniz após a derrota para o Fluminense, na Neo Química Arena. Chancela da diretoria e desafio nas dez rodadas finais Após a derrota para o Fluminense, Marcelo Paz manifestou o apoio da diretoria e dos jogadores do Corinthians ao trabalho de Fernando Diniz. Em entrevista coletiva, o diretor executivo do clube explicou a decisão de bancar a permanência do treinador mesmo diante da série de reveses no Brasileirão e as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores. “Decidimos permanecer com o trabalho. A decisão é pela continuidade. Decisão esta validada pelos jogadores. Os jogadores nos procuraram voluntariamente para dizer que vamos sair juntos dessa. Os jogadores confiam no trabalho. É seguir trabalhando. É importante ter essa transparência e clareza. Pode gostar ou não, mas queria eliminar qualquer possibilidade de especulação. O trabalho segue – afirmou o dirigente. Em 7 de outubro, o Corinthians tem uma prova de fogo contra o Internacional. Uma nova derrota para um rival direto na briga contra o rebaixamento pode colocar a equipe no Z4, a depender dos resultados de Grêmio, Mirassol e Vasco. Para piorar, em seguida haverá o clássico contra o Palmeiras, no Nubank Parque. Por isso, Fernando Diniz tenta utilizar a longa parada para a Data Fifa para encontrar soluções nos treinos que melhorem a produtividade ofensiva da equipe. Na desafiadora sequência, o treinador espera poder contar com o retorno do artilheiro Yuri Alberto, que não atua desde 30 de julho devido a lesão muscular. Nas dez rodadas finais, o Timão fará outros quatro jogos fora de casa (Vasco, São Paulo, Atlético-MG e Remo) e terá quatro duelos na Neo Química Arena (Vitória, Mirassol, Botafogo e Grêmio).