Para executivas de iFood e Wellhub, combate à fraude passa por análise do “DNA” de transações online

admin
1 Oct, 2026
As executivas Nathalia Palazzo, do iFood ( Android , iOS ), e Nataly Amaral, do Wellhub , acreditam que a segurança nos pagamentos demanda uma abordagem mais preditiva, que considera análise comportamental e apresenta mais camadas de autenticação, baseados em inteligência artificial. Amaral afirmou que “é preciso saber o ‘DNA’ da transação, onde está o acesso ao método de pagamento, se a transação se concretizou ou não, e se o cliente tem histórico de fraudes em outros mercados”. Palazzo, que é sócia e head de prevenção a fraudes na plataforma de delivery, ressaltou que as fraudes não vão acabar e que, com o avanço da inteligência artificial agêntica, é preciso usar a mesma tecnologia para combater crimes cibernéticos. Outro ponto citado por ela foi referente ao know your agent nas compras agênticas. “A empresa precisa saber se a IA está autorizada a comprar no nome do usuário, quais permissões o agente tem, o que ele pode comprar e o limite de gastos. No entanto, a grande questão é como proceder quando tiver alguma alteração. Bloquear a transação? Solicitar alguma validação?”, questionou a executiva do iFood, durante evento da Visa, realizado em São Paulo, nesta quinta-feira, 1º. A controllership senior director do Wellhub crê que futuramente a chave será ter processos menos reativos e mais preditivos. “No meu caso, por exemplo, preciso saber se determinado cliente realmente pagará a assinatura”, disse. Em meios a riscos e desafios, as duas defenderam “surfar a onda de IA”, administrando a ansiedade dos colaboradores e identificando problemas para usar modelos de inteligência artificial. “O momento é de abrir a cabeça e entender como essa tecnologia pode ampliar ou modificar os nossos escopos e gerar mais valor”, disse a sócia da plataforma de delivery.