Leapmotor B10 REEV mostra que elétrico não precisa de tomada

admin
4 Oct, 2026
Leapmotor B10 REEV mostra que elétrico não precisa de tomada SUV ultra-híbrido, de R$ 179.990, aposta em motor movido a eletricidade de 218 cv e gerador a combustão que não traciona as rodas; alcance é de 900 km Ao volante, o Leapmotor B10 REEV (ultra-híbrido) deixa claro que sua principal diferença em relação aos SUVs híbridos convencionais está justamente na forma de entregar potência. O modelo chinês usa o motor elétrico como único responsável pela movimentação das rodas, enquanto o propulsor 1.5 16V a combustão trabalha como gerador de energia. Na prática, a sensação é a de dirigir um elétrico, mas sem a mesma preocupação com a autonomia. Com este chinês, o motorista tem a comodidade de não precisar encontrar um carregador durante a viagem e, ainda assim, garantir 900 km de alcance. Nele, um propulsor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 mkgf de torque trabalha com uma bateria de 18,8 kWh. O conjunto proporciona respostas rápidas ao comando do acelerador, principalmente nas saídas e retomadas, características típicas de veículos elétricos. O motor a gasolina entra em cena para produzir eletricidade quando necessário, sem conexão mecânica com as rodas. É uma solução interessante para quem gosta da condução elétrica, mas ainda não quer depender exclusivamente da infraestrutura de recarga. No test-drive feito pelo Diário durante o lançamento, na Capital, o B10 também chamou atenção pelo silêncio a bordo. Em baixa velocidade, a ausência de funcionamento do motor a combustão reforça a sensação de estar em um carro elétrico. Quando o gerador é acionado, porém, é possível perceber sua presença, principalmente em acelerações mais fortes. Ainda assim, o funcionamento não interfere de maneira significativa na condução, já que não há trocas de marchas ou mudanças de comportamento provocadas pela entrada do motor a gasolina. O desempenho é suficiente para o porte do SUV e combina bem com sua proposta. O torque disponível de forma imediata deixa o B10 ágil no trânsito e facilita ultrapassagens e retomadas. Em síntese, o carro responde prontamente quando o motorista abusa do pé direito. É justamente nesse aspecto que a tecnologia REEV mostra sua principal vantagem: preservar boa parte da experiência de condução de um elétrico mesmo quando a energia da bateria começa a depender do gerador. Suspensão A suspensão independente nas quatro rodas segue uma calibração que prioriza o conforto. É mais macio, mas não excessivamente mole. Buracos, remendos e irregularidades do piso são absorvidos de maneira competente, enquanto a carroceria mantém controle razoável nas mudanças de direção. Em curvas mais rápidas, há alguma inclinação da carroceria, porém o conjunto transmite segurança. Assim como do lado de fora, por dentro, o SUV da Leapmotor aposta em um desenho minimalista. Tem poucos comandos físicos e forte dependência da central multimídia de 14,6 polegadas. O sistema reúne boa parte das funções do veículo, até mesmo o ajuste dos retrovisores - o que não é cômodo para quem não está acostumado. Ponto para o funcionamento do Apple CarPlay e do Android Auto, que funcionam sem o uso de fio. A posição de dirigir é fácil de encontrar e os bancos da versão REEV têm ajustes elétricos, além de ventilação e resfriamento. O espaço para os ocupantes é outro ponto positivo, especialmente para quem viaja no banco traseiro, que oferece bom espaço para pernas, ombros e cabeça. A lista de equipamentos também é um dos argumentos do B10. Há teto panorâmico, câmeras com visão de 360 e monitoramento de fadiga, por exemplo. São sete airbags, no total. Diferenças do elétrico Visualmente, o REEV mantém a identidade do B10 elétrico, mas ganhou elementos próprios para se diferenciar. As lanternas traseiras de iluminação contínua são uma das mudanças mais perceptíveis, enquanto a carroceria pode receber a pintura Azul Celeste. O interior também tem acabamento em tom cinza claro, além de bancos com ajustes elétricos, ventilação e resfriamento, iluminação ambiente personalizável e sistema de som com 12 alto-falantes e subwoofer - contra seis no elétrico. Também conta com rebatimento automático dos retrovisores e descansa-braço traseiro com porta-copos. A contrapartida do modelo híbrido - que mira SUVs como Jaecoo 7 Elite, Changan CS55 PHEV, Geely EX5 Pro e BYD Song Pro, entre outros - está no porta-malas. O compartimento comporta 350 litros - 55 litros a menos que o B10 elétrico. Com o rebatimento dos bancos traseiros, o volume chega a 1.419 litros. No entanto, conta com tampa elétrica, cuja abertura pode ser configurada pela central ou pelo aplicativo da marca. LEIA MAIS: Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.