Malévola Alves é liberada após prisão no Egito, mas retorno ao Brasil ainda é incerto; entenda
21 Oct, 2026
Malévola Alves e a amiga Bruna foram liberadas após serem detidas em Alexandria, no Egito. A informação foi confirmada pelo advogado Jonatha Carvalho Matos, que afirmou que a equipe jurídica agora trabalha para definir quando as duas poderão retornar ao Brasil. Eu saía da Casa Piriquita, no Centro Histórico de Sintra, equilibrando as caixas de travesseiros que vou levar na bagagem de mão, quando soube da soltura. Respirei aliviada, mas sem abrir champanhe: liberdade é uma vitória, só que ainda não é passagem carimbada de volta para casa. Segundo o Ministério do Interior egípcio, a detenção foi relacionada a vídeos divulgados nas redes sociais, considerados pelas autoridades como conteúdo com insinuações sexuais. A versão oficial também afirma que as duas teriam dito que as publicações buscavam ampliar visualizações, ponto que ainda integra os desdobramentos do caso. Eu achei importante separar o alívio do oba-oba, minhas filhas. Elas foram liberadas, sim, mas ninguém informou publicamente quais condições foram impostas, se há investigação em curso ou quando os passaportes estarão plenamente liberados. Em assunto internacional, o último capítulo costuma ser o mais burocrático. Antes da confirmação da detenção, Malévola relatou nas redes que ela e Bruna estavam sem os passaportes e disseram ter sido questionadas sobre suas identidades de gênero. Esse relato merece atenção séria, mas as autoridades egípcias não divulgaram uma conclusão oficial sobre essa parte da abordagem. Eu acomodei os travesseiros no carro e fiquei pensando no tamanho do susto: viajar para criar conteúdo e acabar dependente de defesa jurídica em outro país não é roteiro de férias, é uma situação delicada demais para virar meme de cinco minutos. Há relatos de que a fiança foi paga para viabilizar a liberação, mas o valor e as condições ainda dependem de esclarecimentos oficiais. A prioridade, agora, é garantir que Malévola e Bruna tenham segurança e consigam deixar o Egito sem novas surpresas. Eu sigo para a casa do Labeloura, em Sintra, com minhas caixas e minha mala pela metade, mas uma coisa eu sei: soltura é notícia boa; volta ao Brasil, só quando estiver confirmada. Até lá, menos julgamento apressado e mais atenção ao que a defesa e as autoridades vão informar.