JC Educação: MEC Enem reúne mais de 1,1 milhão de estudantes

admin
27 Oct, 2026
O JC Educação, um espaço dedicado a acompanhar e divulgar iniciativas que transformam o ensino, além de novidades e tendências no universo educacional. Aqui, leitores, educadores e estudantes poderão se atualizar sobre inovações pedagógicas, boas práticas, debates e os principais desafios da Educação no Brasil e no mundo. Leia Também JC Educação: Semana Universitária da UPE promove atividades de ciência, tecnologia e engenharia JC Educação: Planos de educação devem prever ações de enfrentamento à crise climática, recomenda nota técnica JC Educação: Oficina Francisco Brennand lança projeto para escolas públicas do Grande Recife MEC Enem reúne mais de 1,1 milhão de estudantes e registra 31,5 milhões de questões respondidas Mais de 1,1 milhão de estudantes estão cadastrados no MEC Enem, plataforma gratuita do Ministério da Educação (MEC) para preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dados acumulados até outubro de 2026 apontam 1.112.187 usuários, 31,5 milhões de questões respondidas, 1,6 milhão de redações enviadas para correção e 1,3 milhão de simulados realizados. A ferramenta oferece questões de provas oficiais, trilhas de aprendizagem, materiais de apoio e aulas de reforço personalizadas de acordo com o desempenho dos participantes. Entre os 717.742 estudantes que informaram a unidade da Federação no cadastro, o Nordeste concentra a maior parcela de usuários, com 257.400 (35,9%), seguido pelo Sudeste, com 255.080 (35,5%). São Paulo lidera o número de inscritos, com 116.889 estudantes, seguido por Minas Gerais (68.369), Bahia (66.840), Rio de Janeiro (55.783) e Pará (42.903). Pernambuco aparece na sexta posição, com 40.109 usuários. Ao todo, a plataforma já contabilizou 8,4 milhões de atividades de estudo e gerou 1,5 milhão de aulas de reforço individualizadas. Os dados também apontam associação entre o uso dos recursos da plataforma e a evolução no desempenho. Entre 56.876 estudantes que tiveram pelo menos duas redações corrigidas, a nota média aumentou de 586 para 630,5 pontos entre a primeira e a última produção, um ganho de 44,4 pontos. Entre aqueles que concluíram 20 ou mais aulas de reforço, o avanço médio foi de 67,9 pontos. Nos simulados, estudantes que resolveram de 50 a 199 exercícios adicionais alcançaram média de 394,2 pontos, ante 328,9 entre os que não fizeram exercícios fora das provas simuladas. Os resultados indicam uma associação entre a prática e o desempenho, mas não comprovam, isoladamente, uma relação de causa e efeito. Equipes de Pernambuco avançam para a competição nacional de robótica Estudantes pernambucanos se destacaram no Festival Regional SESI de Robótica e garantiram vagas na etapa nacional das competições FIRST LEGO League (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC), realizadas nos dias 23 e 24 de outubro, no Piso L3, do Shopping RioMar. As equipes classificadas vão disputar a próxima fase, prevista para março de 2027, em Salvador, na Bahia. Além dos pernambucanos, duas equipes de Sergipe também garantiram classificação para a competição nacional. Na FIRST Tech Challenge (FTC), avançaram as equipes Unity Sunset, do SESI Escada; Rev Atom, do SESI Ibura; e V-Legacy, do Colégio Vita, escola particular de Sergipe. Já na FIRST LEGO League (FLL), seguem na disputa as equipes Kyrios Lego, do SESI Araripina; Unity Sunrise, do SESI Escada; Cyber Lego, do SESI Petrolina; Shield, de Sergipe; e Star Space, equipe de garagem de Paulista. O Festival Regional SESI de Robótica reuniu estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com competidores a partir dos 9 anos de idade, em desafios que estimulam a criatividade, o pensamento crítico, a programação, a resolução de problemas e o trabalho em equipe. De acordo com a diretora de Educação do SESI, Mirella Barreto, o festival tem um papel importante na demonstração dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes de todas as escolas ao longo do ano. “É uma grande satisfação perceber como as equipes se dedicam, resolvem problemas e vibram com cada resultado. É muito bom premiar esses talentos como mais uma iniciativa para incentivar os jovens a ampliar seus conhecimentos, acreditar no próprio potencial e conquistar novos espaços”, destacou. As equipes vencedoras da etapa nacional avançam para a competição mundial, prevista para ocorrer nos Estados Unidos, em 2027. Escola e família têm papel fundamental na formação de novos leitores Em meio à concorrência com videogames, vídeos e redes sociais, incentivar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes é um desafio para famílias e escolas. Segundo a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, apenas 25% das crianças de 5 a 10 anos apontam os livros como uma das atividades preferidas no tempo livre, enquanto 43% preferem videogames. Entre os jovens de 11 a 13 anos, a leitura também é citada por 25%, contra 39% que escolhem os jogos eletrônicos. Uma das estratégias para despertar o interesse é permitir que a criança tenha participação na escolha do que deseja ler. A faixa etária deve ser considerada, especialmente em relação à linguagem e à complexidade da obra, mas os interesses individuais também podem orientar esse processo. “Uma criança curiosa sobre animais pode se aproximar dos livros por meio de histórias ou obras informativas sobre o tema. Quem gosta de aventura, por sua vez, pode encontrar na fantasia ou nas narrativas de ação uma porta de entrada para a literatura”, explica a bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, Maria Tamyres. Segundo a profissional, variar gêneros e formatos também pode ajudar. “Histórias em quadrinhos, contos, poesias, livros ilustrados, biografias e obras de ficção oferecem experiências diferentes e permitem que cada leitor encontre aquilo que mais desperta sua curiosidade”, detalha. A proposta, nesse primeiro momento, não deve ser, necessariamente, fazer a criança ler determinada quantidade de páginas, mas construir uma relação positiva com o livro. A formação do hábito também pode começar em casa, sem exigir grandes períodos do dia, reservado alguns minutos para a leitura antes de dormir, durante uma pausa no fim da tarde ou em outro momento tranquilo da rotina familiar. Para as crianças menores, a bibliotecária recomenda a leitura compartilhada. “Ler em voz alta, conversar sobre os personagens, perguntar o que a criança achou da história ou imaginar juntos o que pode acontecer nas próximas páginas são formas de estimular a compreensão e transformar a atividade em uma experiência de convivência”, ressalta. Outra estratégia simples é deixar os livros acessíveis em casa, permitindo que a criança possa escolher espontaneamente uma obra para folhear ou ler. A participação dos pais e responsáveis nesse processo também é importante, ao demonstrarem interesse pela leitura, comentarem sobre os livros e reservar um tempo para ler. ???? Receba as principais notícias em tempo real no WhatsApp do Jornal do Commercio