João Campos tenta se viabilizar como ministro e mira Ciência e Tecnologia

admin
28 Oct, 2026
João Campos tenta se viabilizar como ministro e mira Ciência e Tecnologia Resumo Presidente nacional do PSB, o ex-prefeito do Recife João Campos tenta se viabilizar como ministro no novo governo de Lula. João mira o Ministério da Ciência e Tecnologia, que já foi a pasta de seu pai falecido, Eduardo Campos. Derrotado por Raquel Lyra na disputa pelo governo de Pernambuco, o ex-prefeito se aproximou do presidente no segundo turno, participando das grandes manifestações pelo país ao lado do petista. Seu marqueteiro, Rafael Marroquim, passou a integrar a equipe de marketing da campanha lulista. João tem a simpatia de Lula e do PT do Nordeste, que, como se diz, está "grandão" no Planalto. Mas sabe que não tem espaço para disputar pastas de grandes orçamentos, como a Educação. Por outro lado, o presidente prometeu renovar o governo e se diz em dívida com a juventude, a quem atribui a virada no segundo turno. João dialoga com esse grupo, além de ser um dos primeiros políticos de esquerda a entender a linguagem das redes sociais. Quando prefeito, João era um fenômeno nas plataformas. Ainda no cargo, reinava sobre Raquel, mas, depois de deixar o mandato, viu sua influência murchar e a adversária o derrubou de tal forma que ele foi nocauteado no primeiro turno. Ainda assim, seus aliados afirmam que, mesmo em uma pasta modesta, como a Ciência e Tecnologia, ele pode recuperar capital e se viabilizar para as eleições de Pernambuco em 2030. O problema é que o PSB é um partido pequeno, que já tem no vice-presidente, Geraldo Alckmin, sua principal liderança no governo. Lula deu todos os sinais de que a fidelidade e a eficiência do vice serão recompensados neste quarto mandato. Alckmin é cotado inclusive para chefiar a Fazenda. O partido não mudou de tamanho nesta eleição: manteve 15 cadeiras na Câmara e quatro no Senado. O partido tem também o ministério do Empreendedorismo, com Paulo Pereira, um dos principais aliados de João. A engenharia para emplacar João é difícil porque, além atender ao próprio partido e acomodar os aliados derrotados na eleição, o presidente precisa acenar para o Centrão. O PSD, por exemplo, já sinalizou para Lula que pode compor a base. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.