Google ativa satélite com IA no espaço e robô responde com haicai
30 Oct, 2026
Resumo O Google colocou em funcionamento o seu primeiro satélite equipado com inteligência artificial e fez o robô responder com um poema escrito em plena órbita da Terra. O equipamento do Project Suncatcher foi lançado em outubro a bordo de um foguete da SpaceX e representa o passo inicial da big tech para tentar criar "centros de dados" espaciais, revelou o TechCrunch. Onde que é um haicai? O poema não fica exposto no céu nem pode ser acessado em um site comum. Trata-se de um teste interno e fechado de engenharia: os técnicos do Google enviaram comandos de texto a partir de uma central na Terra até o satélite, que estava a centenas de quilômetros de altitude. O computador de bordo calculou a resposta sozinho no espaço e a enviou de volta. A máquina rodou o modelo de linguagem Gemma 4 (uma versão compacta de IA desenvolvida pela Google DeepMind) e transmitiu por sinais de rádio o haicai — formato tradicional de poesia japonesa curto, composto por apenas três versos: "Blue marble below Data streams in silent grace Starlight feeds my core." O público só consegue ler o texto porque a empresa e a imprensa revelaram a mensagem. O satélite não é um aplicativo aberto como o ChatGPT ou o Gemini, e sim uma experiência de laboratório para provar que uma IA consegue "pensar" fora da Terra. Por que colocar um chip de IA no espaço A espaçonave carrega uma TPU, processador criado sob medida para tarefas de IA. Em vez de usar servidores gigantescos instalados no solo que consomem rios de energia e água para refrigeração, o Google quer entender se satélites alimentados por luz solar direta podem dividir esse trabalho pesado. A bateria limitada restringe a máquina a funcionar por apenas 20 minutos. O protótipo gera cerca de 1 quilowatt (kW) de eletricidade — o equivalente a ligar um secador de cabelo potente —, o que exige que o chip seja desligado periodicamente para recarregar e esfriar. O risco da radiação e os planos para 2027 A principal barreira em órbita são as partículas invisíveis do espaço. Raios cósmicos e radiação solar podem alterar valores na memória do computador (fenômeno conhecido como bit flip) e estragar dados sem que os técnicos percebam de imediato. Se o teste der certo, novos satélites com chips mais potentes subirão em 2027. O plano de longo prazo da gigante das buscas é criar uma malha de naves conversando entre si por feixes de luz (laser óptico), embora a expansão ainda dependa de lançamentos mais baratos no megafoguete Starship, da SpaceX. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.