Clima de despedida marca noite de Emily Lima após vice do Corinthians na Libertadores Feminina
1 Nov, 2026
Clima de despedida marca noite de Emily Lima após vice do Corinthians na Libertadores Feminina Pouco mais de uma hora depois do vice-campeonato da CONMEBOL Libertadores Feminina, o Corinthians vive um cenário de incerteza em relação à permanência da técnica Emily Lima à frente da equipe. A informação é do Meu Timão. Após a derrota para o Cruzeiro, por 5 a 4 nos pênaltis, na noite do último sábado, no Estádio Rodrigo Paz Delgado (Casa Blanca), em Quito, no Equador, a treinadora comentou com alguns veículos de imprensa o desejo de “quem sabe ser feliz em outro lugar”. Ela também afirmou que tomaria uma decisão sobre o próprio futuro após retornar a São Paulo. Essa, porém, não foi a primeira vez na temporada que a permanência de Emily Lima no comando das Brabas ficou sob questionamento. Contratada em fevereiro de 2026, após a demissão de Lucas Piccinato, a treinadora chegou ao clube cercada por desconfiança de parte da torcida, que questionava os resultados de seus trabalhos anteriores. Durante sua passagem pelo Levante, da Espanha, seu clube anterior, por exemplo, Emily teve um retrospecto negativo. Em 11 jogos à frente da equipe espanhola, foram dez derrotas e um empate, segundo dados do Ogol. Antes da experiência na Europa, a técnica acumulou passagens por clubes como Juventus, São Caetano e Santos, além de trabalhos nas seleções de Brasil, Equador e Peru. Já no Corinthians, um dos primeiros pontos de pressão foi o desempenho da equipe no Campeonato Paulista. As Brabas encerraram a primeira fase na terceira colocação, com quatro vitórias, um empate e duas derrotas, campanha que as obrigou a disputar o play-in para buscar uma vaga na semifinal. Em algumas entrevistas, Emily afirmou que utilizaria o Estadual também como oportunidade para realizar testes e observar o elenco. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil, diante da Ferroviária, por 1 a 0, em 20 de julho, na Arena Fonte Luminosa, foi outro resultado que aumentou a pressão sobre o trabalho. O momento mais delicado, porém, veio na final do Campeonato Brasileiro. No primeiro jogo, disputado em 26 de setembro, na Neo Química Arena, o Corinthians perdeu para o São Paulo por 2 a 1. Na volta, em 3 de outubro, no Morumbi, as equipes empataram por 1 a 1, resultado que confirmou o vice-campeonato alvinegro. Apesar da pressão externa, a diretoria do Corinthians optou por manter Emily Lima no cargo para a disputa da Libertadores Feminina, na tentativa de conquistar o heptacampeonato continental. A decisão foi acompanhada por uma campanha consistente das Brabas no Equador. A equipe venceu os cinco jogos disputados antes da final, com 100% de aproveitamento, 21 gols marcados e apenas dois sofridos. Na fase de grupos, o Corinthians superou o Colo-Colo, por 2 a 0, o Caracas, da Venezuela, por 7 a 0, e o Independiente Santa Fe, da Colômbia, por 5 a 1. Nas quartas de final, goleou o Independiente Del Valle, do Equador, por 5 a 0. Já na semifinal, voltou a enfrentar o Santa Fe e venceu por 2 a 1, de virada, garantindo a classificação para a decisão. Na final, as Brabas chegaram a abrir 3 a 0 diante do Cruzeiro, mas viram a equipe mineira reagir e buscar o empate por 4 a 4 no tempo regulamentar, levando a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, o Cruzeiro venceu por 5 a 4 e conquistou o título inédito, enquanto o Timão ficou com o vice-campeonato. Com o resultado, o futuro de Emily Lima no Corinthians permanece indefinido. Caso deixe o cargo, a treinadora não estará à frente da equipe na sequência da temporada, que ainda inclui a disputa do Campeonato Paulista. As Brabas voltam a campo pelo Estadual contra o Red Bull Bragantino, em confronto válido pelo play-in, com jogos agendados para os dias 17 e 22 de novembro. O vencedor do duelo avança à semifinal da competição.